Novo Código da Estrada em vigor já no próximo ano

PorExpresso das Ilhas,30 nov 2016 14:54

Cabo Verde vai ter, já em 2017, um novo Código da Estrada que, segundo a Directora Geral dos Transportes Rodoviários, Dina Andrade, se encontra em fase final de elaboração. Antes da sua entrada em vigor, o novo Código vai ser apresentado e socializado com a sociedade civil e autoridades do sector automóvel.

 

Em declarações à Inforpress, Dina Andrade explicou que este novo código vai estabelecer regras “claras e evidentes” dos condutores, além de estipular de forma “clara e inequívoca os limites de velocidade”.

“O novo Código da Estrada vai actualizar as medidas de acordo com as vias rodoviárias que temos, tendo em conta as infra-estruturas (viárias) já existentes”, indicou Dina Andrade.

Além do novo CE, a Direcção-geral dos Transportes Rodoviários, de acordo com sua responsável, tem ainda em vista “novos regulamentos” para complementar o Código da Estrada, nomeadamente o da fiscalização do álcool no sangue, de exames médicos para a detecção de álcool e substâncias psicotrópicas no sangue e, ainda, o regime jurídico dos transportes urbanos de passageiros.

Num acto em que se celebra o Dia Nacional da Segurança Rodoviária, em Cabo Verde, Mariano  Castellon, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS)  em Cabo Verde, indicou que os acidentes de trânsito são a segunda causa de mortes em todo o mundo e principal causa de morte de pessoas com idades compreendidas entre 15  e os 29 anos.

Por sua vez, o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, que presidiu à cerimónia de abertura do fórum, reconheceu que a problemática da sinistralidade rodoviária tem ganho proporções a nível mundial, constituindo um “grave problema” de saúde pública.

No opinião de Paulo Rocha, apesar das medidas e políticas adoptadas em matéria de segurança rodoviária, os acidente continuam a representar um “grave problema” da actualidade, quer na perspectiva económica, devido aos "avultados custos e recursos envolvidos", quer na vertente social, tendo em conta o número de vidas humanas perdidas a cada ano.

“São custos inaceitáveis em qualquer sociedade moderna”, realçou o ministro, a propósito dos acidentes de viação, apontando a necessidade de desenvolvimento  de “novas abordagens”, a fim de permitir a  redução da sinistralidade nas estradas cabo-verdianas.

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Autoria:Expresso das Ilhas,30 nov 2016 14:54

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  1 dez 2016 9:03

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