Em declarações à Inforpress, Dina Andrade explicou que este novo código vai estabelecer regras “claras e evidentes” dos condutores, além de estipular de forma “clara e inequívoca os limites de velocidade”.
“O novo Código da Estrada vai actualizar as medidas de acordo com as vias rodoviárias que temos, tendo em conta as infra-estruturas (viárias) já existentes”, indicou Dina Andrade.
Além do novo CE, a Direcção-geral dos Transportes Rodoviários, de acordo com sua responsável, tem ainda em vista “novos regulamentos” para complementar o Código da Estrada, nomeadamente o da fiscalização do álcool no sangue, de exames médicos para a detecção de álcool e substâncias psicotrópicas no sangue e, ainda, o regime jurídico dos transportes urbanos de passageiros.
Num acto em que se celebra o Dia Nacional da Segurança Rodoviária, em Cabo Verde, Mariano Castellon, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde, indicou que os acidentes de trânsito são a segunda causa de mortes em todo o mundo e principal causa de morte de pessoas com idades compreendidas entre 15 e os 29 anos.
Por sua vez, o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, que presidiu à cerimónia de abertura do fórum, reconheceu que a problemática da sinistralidade rodoviária tem ganho proporções a nível mundial, constituindo um “grave problema” de saúde pública.
No opinião de Paulo Rocha, apesar das medidas e políticas adoptadas em matéria de segurança rodoviária, os acidente continuam a representar um “grave problema” da actualidade, quer na perspectiva económica, devido aos "avultados custos e recursos envolvidos", quer na vertente social, tendo em conta o número de vidas humanas perdidas a cada ano.
“São custos inaceitáveis em qualquer sociedade moderna”, realçou o ministro, a propósito dos acidentes de viação, apontando a necessidade de desenvolvimento de “novas abordagens”, a fim de permitir a redução da sinistralidade nas estradas cabo-verdianas.
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