O Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (STIF) exigiu esta sexta-feira, na Cidade da Praia, a “clarificação imediata” da posição dos accionistas e do Governo sobre a garantia do emprego e direitos dos trabalhadores do Novo Banco (NB).
Em declarações à imprensa, o STIF, através do seu presidente, Aníbal Borges, exigiu igualmente a definição e comunicação de um “timing” para a resolução da situação de todos os trabalhadores da instituição financeira.
“Os trabalhadores nada têm a ver com eventuais actos danosos na gestão estratégica da empresa, pelo contrário, sempre deram o seu melhor para o sucesso do banco. E como foi dito pelo governador do BCV e o Governo, o NB chegou ao ponto que chegou por actos de gestão danosa da administração anterior”, afirmou o sindicalista.
O presidente do STIF disse estranhar o posicionamento do Banco de Cabo Verde como supervisor do sistema bancário e financeiro de Cabo Verde nestes anos em que as administrações anteriores condiziam os destinos do NB.
Aníbal Borges informou também que a maioria dos colaboradores do NB possuem créditos de médio/longo prazo no banco, facto que o BCV e o Governo, enquanto entidade com funções reguladoras e de supervisão, deveriam acautelar e não “incentivar o desemprego” e o “aumento da bolsa de créditos malparados”.
O responsável do STIF criticou os accionistas e o Governo pelo facto de não ter esclarecido os trabalhadores sobre os seus direitos, nem na fase anterior à decisão da extinção do NB, “como recomenda a lei e o bom senso, até este momento”.
A reacção do STIF sobre o despedimento dos trabalhadores vem na sequência do anúncio de uma medida de resolução aplicada pelo BCV, que aliena parcialmente as actividades e a maior parte dos activos e passivos do Novo Banco de Cabo Verde (NB) à Caixa Económica de Cabo Verde (CECV).
Em declarações à imprensa, na Cidade da Praia, o governador do BCV, João Serra, explicou que a medida se afigura como a solução “mais ajustada” e vai ao encontro do dever imperativo do BCV de “garantir a protecção dos depósitos” das famílias, das empresas e outras entidades.
O governador do BCV confirmou que o NB tem violado as leis e regulamentos respeitantes à actividade que exerce, colocando em “risco sério” os interesses dos depositantes e demais credores, bem como as condições normais de funcionamento do mercado financeiro.
Durante a conferência de imprensa do BCV, o governador garantiu que os direitos dos trabalhadores serão salvaguardados.
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