Numa análise da realidade nacional, feita ao Panorama 3.0, da Rádio Morabeza, a especialista aponta a sistematização dos dados como um ponto que deve ser melhorado
“Quando vamos colocar os dados comparáveis da violência sexual contra meninas, apenas 30 ou 29 por cento dos países têm esses dados. É muito pouco para a quantidade de países que temos no Mundo. Cabo Verde, também assim como alguns países, precisa de ter dados comparáveis, até para as Nações Unidas poderem analisar e examinar”, afirma.
Ana Márcia Diógenes sublinha a importância do Plano Nacional de Combate à Violência e Abuso Sexual Contra Crianças e Adolescentes e sugere a sua avaliação periódica.
“Sempre periodicamente, para não deixar para seis meses ou um ano para saber se determinadas acções aconteceram. Achei muito interessante o plano nacional e o que eu acho muito bom é que o Estatuto da Criança e do Adolescente está muito próximo do plano nacional, ao contrário do que eu vi em outros países”, sublinha.
A Unicef classifica a violência sexual contra crianças e adolescentes como uma epidemia global. Segundo a organização, cerca de 15 milhões de meninas adolescentes, de 15 a 19 anos, tiveram experiência de sexo forçado ao longo da vida.