Conforme o Ministério do Mar, o documento vai agora ser depositado nas Nações Unidas.
Ainda segundo esta fonte, na sua página, Cabo Verde poderá tirar benefícios concretos deste acordo.
Nomeadamente, através do acesso a recursos financeiros e tecnológicos, que permitirão o mapeamento genético de espécies associadas a ecossistemas sensíveis.
E ainda, que dados recolhidos durante campanhas oceanográficas realizadas pelos navios OceanXplorer e METEOR, com participação de cientistas cabo-verdianos, poderão integrar o sistema internacional de partilha de benefícios previsto no Acordo.
Trata-se, segundo o Presidente da República de “um passo importante para a afirmação de Cabo Verde como uma Nação Azul”.
José Maria Neves sublinhou que, o Acordo BBNJ responde a uma necessidade urgente de preservar os ecossistemas marinhos situados no alto mar e na chamada “Área”.
Essas regiões que representam quase metade da superfície do planeta e que são vitais para o equilíbrio climático, para a segurança alimentar e para a própria resiliência da vida marinha.
O Tratado de Alto Mar foi aprovado por unanimidade em votação final global pelos Deputados da Nação, na sessão de 29 de julho da Assembleia Nacional.