Apesar da presença destes vectores, o responsável garantiu, em entrevsita ao Expresso das Ilhas, que não têm sido registados casos de dengue em São Vicente. Relativamente ao paludismo, os casos identificados têm sido, sobretudo, importados de zonas endémicas.
Segundo Celso Martins, a Delegacia de Saúde dispõe de mecanismos de vigilância nos principais pontos de entrada da ilha, nomeadamente portos e aeroportos, além da vigilância realizada nos hospitais.
“Temos actuado atempadamente porque temos serviços de vigilância, tanto nos portos, por exemplo, como nos aeroportos. E também nos hospitais, quando as pessoas vão e apresentam alguma sintomatologia ou quando vêm de alguma zona de risco, o teste é feito sempre”, explicou.
Quando é identificado um caso, as autoridades sanitárias desencadeiam uma investigação epidemiológica, que inclui a identificação de pessoas que tiveram contacto com o doente e a realização de despistagens nos locais por onde este passou.
Em relação aos estudos entomológicos, Celso Martins explicou que, desde a ocorrência da epidemia de 2025, a Delegacia de Saúde passou a realizar estes estudos mensalmente. Antes desse período, a monitorização era feita cerca de três vezes por ano.
“Esse estudo nós fazemos da seguinte forma: Nós temos os elementos de luta antivectorial no terreno, que fazem recolha de larvas e também fazem recolha de adultos. Após a recolha, nós conservamos, preparamos e enviamos para a cidade da Praia, para o INSP, que nos informa o que foi encontrado”, detalhou.
Martins confirmou que há uma diminuição da presença de mosquitos na ilha, embora ressalve que a situação é variável e depende não só do trabalho desenvolvido pela Delegacia de Saúde, mas também da atitude da população.
Entre as zonas de maior atenção estão as localidades com maior concentração de água, como a Ribeira de Vinha, a ETAR e as áreas agrícolas.
Em relação aos trabalhos de prevenção, Celso Martins explicou que a Delegacia de Saúde dispõe de um plano anual de actividades, reforçado durante a época das chuvas, tendo em conta o risco de aumento da presença de mosquitos.
Conforme o responsável, as equipas de luta antivectorial, previamente formadas e preparadas, fazem diariamente visitas no terreno, incluindo porta a porta, para sensibilizar a população sobre as doenças transmitidas por mosquitos e as formas de prevenção.
A Delegacia realiza ainda pulverizações, trabalhos de despistagem e a instalação de armadilhas BG para captura de mosquitos adultos, que são posteriormente enviados para o INSP, na Praia, para análise e acompanhamento da distribuição dos mosquitos na ilha.
Por fim, Celso Martins apelou à colaboração da população para evitar a acumulação de água, tendo especial cuidado com vasos de plantas e outros recipientes que possam servir de criadouros.
“Porque só nós, as autoridades de saúde, não conseguimos”, concluiu o responsável.
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