A informação foi avançada pelo vereador da Câmara Municipal de São Filipe, Euclides Fernandes, que explicou que a grua de 50 toneladas disponibilizada pela Enapor não consegue chegar ao local com segurança, devido às características da via de acesso.
Segundo o vereador, que integra a equipa técnica constituída pelo Gabinete de Crise para estudar a remoção do autocarro do local, além de não existir um porta-máquinas adequado para transportar o equipamento, algumas pontes ao longo do percurso não suportam o peso da grua.
A dimensão reduzida da estrada e as numerosas curvas constituem igualmente obstáculos à circulação de um equipamento de grandes dimensões.
Perante estas dificuldades, Euclides Fernandes considera que a utilização da grua poderá representar riscos e defende que a equipa técnica deve estudar outra solução para evitar novos incidentes.
Uma das alternativas em análise passa pela desmontagem do autocarro no próprio local e pela sua remoção por partes.
A decisão poderá ser tomada no encontro do Gabinete de Crise, estando prevista, caso a alternativa seja aprovada, a solicitação de orçamentos a oficinas de mecânica para o desmantelamento e posterior remoção do veículo.
A operação pretende também afastar as pessoas que têm procurado o local do acidente para fotografias e filmagens.
Até à retirada do autocarro, o veículo deverá ser coberto com uma lona, de modo a impedir a aproximação de curiosos e reduzir o risco de novos acidentes.
No local foi ainda identificado um cheiro nauseabundo, pelo que uma equipa dos Bombeiros Municipais deverá deslocar-se, ainda hoje, à zona para realizar uma operação de desinfecção.
A avaliação da operação de remoção está a cargo de uma equipa técnica multidisciplinar, que integra representantes da Direcção-geral dos Transportes Rodoviários, Polícia Nacional, Bombeiros Municipais, Protecção Civil, Forças Armadas e seguradora, além de elementos da Enapor e militares especializados em operações de remoção de objectos de grandes dimensões.
A retirada do autocarro deverá ser realizada de forma a preservar o veículo para as inspeções e perícias destinadas a esclarecer as causas do acidente. A seguradora deverá assegurar o registo fotográfico antes e durante a operação.
O acidente ocorrido a 05 de Setembro na estrada entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima provocou 25 mortos e 14 feridos.
Treze feridos continuam hospitalizados, sendo 11 no Hospital Regional São Francisco de Assis e dois no Hospital Universitário Dr. Agostinho Neto, na cidade da Praia.
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