Segundo informações recolhidas pela Inforpress, o Ministério Público (MP) pediu prisão preventiva para todos os arguidos, aguardando-se agora a decisão do juiz sobre as medidas de coacção a aplicar.
Um dos advogados de defesa, ouvido pela Inforpress, considerou que a situação não é normal, mas ressalvou que também não se pode exigir que um juiz produza um despacho em poucas horas, perante um “processo desta dimensão e complexidade”.
O causídico reconheceu a complexidade do processo, tanto pelo número invulgar de detidos, 20 no total, como pela multiplicidade de posições e argumentos apresentados pelos respectivos advogados de defesa.
As audições judiciais prolongaram-se durante três dias, envolvendo os 20 arguidos e os seus mandatários, seguindo-se agora a fase de apreciação dos elementos do processo e dos requerimentos apresentados pelas partes.
A Operação “Shark”, conduzida pela Polícia Judiciária, envolve suspeitas de tráfico de droga e outros crimes.
Os detidos têm idade compreendida entre os 20 e 60 anos e “estão indiciados pela prática, em coautoria, de crimes de tráfico de estupefacientes de alto risco, conversão, dissimulação e branqueamento de capitais, e associação criminosa”.
Os suspeitos, de acordo com o comunicado da PJ, foram detidos fora de flagrante delito, sendo 17 homens e três mulheres.
Entre os detidos, que foram localizados em diferentes bairros da capital, quatro são agentes da Polícia Nacional (PN), cinco guardas prisionais e “um alto dirigente da Administração Pública”.
No decurso das buscas, segundo a PJ, foram apreendidas uma espingarda caçadeira, uma pistola de calibre 6,35 mm e várias munições.
Foi igualmente apreendida uma determinada quantidade de cannabis e respectivos derivados, bem como cocaína, duas viaturas e diversos equipamentos electrónicos que serão submetidos a perícia.
Alguns dos detidos, indicou o comunicado da polícia científica, são referenciados pelas autoridades e com condenações anteriores por crimes diversos.
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