Estas declarações foram proferidas durante a cerimónia de tomada de posse dos novos dirigentes da Polícia Nacional.
“Há a utopia da paz e da segurança”, afirmou Francisco Carvalho, defendendo que Cabo Verde deve voltar a viver, particularmente na Cidade da Praia e noutros centros urbanos, “aquela paz quase total” que, segundo disse, o país outrora viveu.
“Nós temos de ter, novamente, sim, aquela paz. Aquela paz quase total. Aquele que vivemos e que precisamos recuperar”, declarou.
Para o primeiro-ministro, concretizar essa “utopia da paz” exige uma intervenção concertada e permanente entre as diferentes instituições.
“Isto exige uma abordagem concertada. Uma abordagem horizontal, quando é possível, é claro. Uma abordagem diária e permanente, com todas as outras instituições”, frisou.
Entretanto Francisco Carvalho reconheceu que, para além das nove ilhas geográficas que formam o arquipélago, persistem “outras imensas ilhas” dentro da própria Administração Pública.
“Nós temos de conseguir acabar com essas outras imensas ilhas que ainda persistem na nossa Administração Pública”, referiu o Governante defendendo uma maior articulação entre as instituições.
O primeiro-ministro considerou, por isso, fundamental uma mudança de mentalidade para responder aos novos desafios do país.
Nesse sentido, apelou aos responsáveis para que estejam permanentemente abertos à crítica, independentemente da sua origem.
“Nós temos de ter a abertura mental, a serenidade, para ouvir a crítica. Ouvir, analisar e depois ver se faz sentido ou não. Não condenar as vozes críticas logo à partida. Não há desenvolvimento sem crítica”, sustentou o Primeiro Ministro.
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