2º “Fórum Pensar a Cidade” debate as questões do território do maior município

PorExpresso das Ilhas,21 jun 2022 14:07

O presidente da Câmara Municipal da Praia (CMP) considerou hoje que o 2º “Fórum Pensar a Cidade”, que teve início hoje, é uma oportunidade para debater as questões do maior município do país e contribuir com possíveis soluções no combate à proliferação das construções clandestinas.

O 2º “Fórum Pensar a Cidade” acontece sob o lema “Praia Horizonte 2050 – Situação Volumétrica, Construções Clandestinas e Gestão de Espaços Públicos, Que Soluções?”.

Em declarações aos jornalistas, hoje, na Cidade da Praia, o presidente da CMP, Francisco Carvalho, sublinhou que algumas medidas relacionadas com as construções clandestinas, já foram executadas para prevenir situações de vulnerabilidade.

“Nós reforçamos a questão da fiscalização colocando pilaretes nas áreas de expansão das construções clandestinas, reforçando a fiscalização. Temos neste momento uma equipa particular de jovens e funcionários que estão a fazer fiscalização destas áreas e, em simultâneo,  estamos também a trabalhar com alternativas, reforçamos a medida de aforamento, estamos a desenhar planos detalhados para podermos garantir o acesso a lotes”, avançou.

Francisco Carvalho admitiu que as pessoas que recorrem às construções clandestinas fazem-no porque já não acreditam nas instituições, neste caso em concreto na CMP, que demora em responder, e porque também não vêem no horizonte nenhuma possibilidade de virem a ter lotes de uma forma regular.

“Podemos dizer que temos um pacote com um conjunto de medidas que estamos a implementar neste momento, que possa possibilitar o acesso ao lote para todos e evitar a expansão das construções clandestinas”, disse.

Segundo o edil praiense no final do fórum, espera-se recolher contributos, sugestões e ideias, já que o evento reúne actores que contam com vasta experiência na gestão do território, na gestão do espaço público, e também na gestão da situação volumétrica.

“Por outro lado, estamos aqui também neste fórum para debatermos com os técnicos, actores, fazedores da cidade, com especialistas das diferentes áreas para nos ajudarem a encontrar outras medidas, soluções e outras respostas, além destas que nós já tomamos. Estamos abertos a diálogos para identificarmos novos caminhos porque ainda a questão das construções clandestinas é uma questão presente no nosso Município da Praia”, sublinhou.

O presidente da CMP sublinha que as situações que ocorrem na Cidade da Praia são "consequência da ausência de medidas e políticas públicas dos últimos 30 anos”.

“É preciso entender que não é em um ano e seis meses que nós vamos mudar este cenário, de maneira que a população aqui também é chamado a assumirem as suas responsabilidades, no sentido de analisarem bem e seguirem sobretudo os aconselhamentos técnicos por parte das autoridades e da CMP, no que desrespeita a opção dos sítios onde vão construir as suas residências, se são sítios de risco que depois nós temos que contar com a ajuda de todos para podermos minimizar estas situações”, apelou. 

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Autoria:Expresso das Ilhas,21 jun 2022 14:07

Editado porAndre Amaral  em  22 jun 2022 0:06

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