Segundo o director do Departamento da Saúde e Bem-Estar da CVCV, Júlio Rodrigues, a intenção é facilitar o acesso a cuidados de saúde de qualidade e a preços acessíveis para famílias com maior dificuldade financeira, em áreas como consultas médicas, bioquímica, microbiologia, endocrinologia, imunologia e hematologia.
“A Cruz Vermelha tem o seu foco nas actividades de caráter humanitário, mas no campo da saúde, em particular, nós não temos muitos serviços. A partir de agora estamos a montar serviços de laboratório, de clínicas, de fisioterapia, reabilitação, centros para atender pessoas idosas e cuidados especiais, inclusive postos móveis”, disse, realçando tratar-se este de um primeiro serviço mais concreto na área da saúde.
Conforme Júlio Rodrigues, a instituição está a trabalhar para romper a ideia de que os seus serviços estão centralizados mais nas acções humanitárias em momentos de catástrofes naturais.
“Queremos romper com esta ideia, apesar de continuarmos a fazer o nosso trabalho na vertente humanitária. Queremos, com os novos serviços apresentados, ser uma instituição também autossustentável para que possamos servir mais pessoas”, acrescentou, salientando que o serviço de laboratório montado pela CVCV quer servir pessoas que necessitam.
Júlio Rodrigues realçou ainda que o serviço de laboratório no país é deficitário, com uma lista de espera enorme e a custos elevados para os bolsos da maioria das pessoas.
Face ao objectivo da instituição no sector da saúde, o membro da direcção da CVCV afirmou que a intenção é mostrar os serviços que visam fortalecer a capacidade nacional em análises clínicas, ampliar o acesso da população aos serviços laboratoriais e contribuir para a redução das barreiras financeiras, com especial atenção voltada para as pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Alertou ainda que só serviços gratuitos não ajudarão no funcionamento dos serviços, pelo que disponibilizam exames às pessoas que podem pagar e que não querem sujeitar-se a lista de espera nas instituições públicas de saúde.
“O nosso serviço responde a gratuitidade, em ajudar as pessoas que precisam e disponibilizar exames às pessoas que podem pagar”, ressaltou, explicando que para comprovar a não possibilidade de pagamento as pessoas têm de apresentar o cadastro social.
A iniciativa, que decorre na Rua Pedonal do Plateau, na cidade da Praia, pretende atender, até ao período da tarde, cerca de cem pessoas, permitindo reforçar a educação para a saúde, promover o rastreio precoce e sensibilizar a população para a adopção de hábitos de vida saudáveis.
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