A pianista cabo-verdiana Tututa Évora morreu hoje na ilha do Sal aos 95 anos de idade, completados no passado dia 6 de Janeiro.
Segundo a Inforpress, Tututa Évora encontrava-se há alguns dias internada no hospital local com uma pneumonia, mas morreu esta tarde devido a um enfarte do miocárdio.
Epifânia de Freitas Silva Ramos Évora, ou Dona Tututa, como era carinhosamente tratada por toda a gente, nasceu no Mindelo, São Vicente, a 6 de Janeiro de 1919, cidade onde desponta como grande pianista.
Mãe de 14 filhos, entre os quais um parto trigémeo, Dona Tututa, além do reconhecimento como compositora de célebres temas como “Grito de dor”,“Sentimento”, “Mãe Tigre” ou “Vida Torturod”, é também conhecida pela melancolia das suas letras e elogiada pelo “swing da mão esquerda” que fez escola na interpretação ao piano da música popular de Cabo Verde.
A "virtuosa e original” pianista é dada a conhecer ao mundo através de um retracto fílmico sobre a sua vida, isto é, de Epifânia de Freitas Silva Ramos Évora, com uma duração de 54 minutos, concebido pelo realizador português (descendente de cabo-verdianos) João Alves da Veiga, lançado no dia em que Tututa Évora completou 94 anos.
Reconhecida como figura lendária no seu país, mas praticamente desconhecida fora dele, Dona Tututa empresta nome à Escola Municipal de Artes da ilha do Sal, distintiva que ficará registada para sempre no seio dos salenses, especialmente.
O presidente da Câmara Municipal, Jorge Figueiredo, o presidente da Assembleia Nacional, Basílio Ramos e artistas salenses já reagiram à grande perda.
O corpo da extinta deverá ser dada a terra segunda-feira, ao princípio da tarde.
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