Associação de Cinema e Audiovisual considera urgente criação da Lei do Cinema

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,30 mar 2018 9:30

​O presidente da Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde considera ser urgente a criação da lei do cinema, visando a regulamentação de um conjunto de pontos, que entende estarem “vagos”, actualmente.

Mário Benvindo Cabral falava em declarações à Inforpress, no âmbito da comemoração do sexto aniversário da criação da ACACV, cujo objectivo é promover o desenvolvimento artístico do cinema cabo-verdiano e da cultura cinematográfica.

Durante os seis anos de vida da instituição, a grande luta tem tido foco no debate, com os sucessivos governos, no intuito de se criar a lei do cinema e do Instituto do Cinema.

“O cinema está à toa em Cabo Verde, porque anteriormente não se sabia quem ia atribuir o financiamento e para quem, qual o montante a ser distribuído, e quais os critérios, mas com a lei do cinema tudo vai ficar definido”, assevera.

Neste sentido, defende a criação do Instituto de Cinema para que os produtores e realizadores cabo-verdianos tenham acesso a outros tipos de fundos e possam competir a financiamentos, “em pé de igualdade com outros países”.

“Há fundos de cinema internacional, mas o Governo não pode ser intermediário, mas sim o Instituto de Cinema. Hoje em dia não há nenhum tipo de regulamentação que autorize filmagens em Cabo Verde. As pessoas chegam e realizam os seus projectos e não deixam nenhuma contribuição ao País, mas com a lei do cinema elas passam a ser obrigadas a deixar parte do financiamento e a ter na sua equipa de produção pessoas nacionais”, indicou.

Segundo Cabral, a Associação teve recentemente um encontro com o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, e este mostrou o seu engajamento e disponibilidade do seu gabinete em apoiar a instituição no sentido de fazerem um trabalho conjunto para a efectivação da lei do cinema e a sua aprovação no Parlamento.

Ao longo da sua existência, o ponto alto da Associação foi em Setembro de 2017, com a primeira transferência feita pelo Governo relativamente à lei da Cópia Privada.

“Tivemos uma reviravolta depois da aprovação da lei da cópia privada. Tendo acesso a fundos do Governo, podemos dizer agora que as coisas estão a mudar e este ano promete, porque temos verba para funcionar, pelo que aproveitamos para fazer a reestruturação interna e deste modo dar uma melhor resposta aos sócios”, enfatiza.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,30 mar 2018 9:30

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  12 nov 2018 3:23

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