"Hora di Bai" compete para melhor documentário em Madagáscar

PorChissana Magalhães,2 abr 2018 14:51

Um dos cartazes do filme Hora di Bai
Um dos cartazes do filme Hora di Bai©Paralax

O filme da realizadora cabo-verdiana Samira Vera-Cruz foi seleccionado para o festival Rencontres du Film Court de Madagascar que decorre de 13 a 21 de Abril.

Samira Vera-Cruz mal tinha concluído a sua participação no Festin, em Lisboa, quando recebeu a notícia de que o seu documentário “Hora di Bai” foi seleccionado pra competir ao troféu Zébu d’Or de melhor documentário no maior festival de cinema de Madagáscar, onde será a primeira presença cabo-verdiana.

“Uma nomeação para competição num festival já é uma grande vitória e tendo o caracter internacional numa realidade francófona e anglófona marca um ponto de viragem na minha caminhada como realizadora”, reagiu a jovem realizadora ao Expresso das Ilhas.

“Hora di Bai” é o primeiro documentário da jovem realizadora, que tem também no currículo uma curta-metragem (Buska Santu) e uma longa de ficção (Sukuru). O filme já teve exibições em festivais em Maputo, Bruxelas, Mindelo, Praia, Rio de Janeiro, São Paulo e, recentemente, em Lisboa no FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa.

Criado no âmbito do Concurso Curtas PALOP – TL 25 anos, o filme aborda os rituais da morte, as tradições e superstições vivenciadas sobretudo no interior da ilha de Santiago. Teve a sua estreia em Setembro do ano passado durante o Kugoma – Fórum de Cinema da Moçambique.

“Neste momento estou em processo de candidatura para o DOCTV da CPLP com dois projectos de documentários meus e como produtora para dois projectos de documentários de outros realizadores”, revela a cineasta convicta do potencial dos projectos.

“Mesmo não ganhando o concurso, têm grande probabilidade de conseguir financiamento lá fora para a sua produção”.

O Rencontres du Film Court existe desde 2006 e para além da vertente competitiva também contempla formações, encontros e intercâmbios que durante 9 dias transformam aquele país do sudeste africano numa gigantesca sala de cinema (expectativa dos organizadores é de 20 mil espectadores) para projecção de cerca de 350 filmes, uma vez que as salas de cinema do país foram sendo encerradas nas últimas décadas.

Dos 50 realizadores malgaxes e africanos seleccionados para a competição oficial, três irão receber um prémio de 1000 € cada e dois, um prémio de 500 € cada. Além disso, os vencedores receberão uma formação de reforço de capacitação numa escola de cinema em Berlim.

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Autoria:Chissana Magalhães,2 abr 2018 14:51

Editado porChissana Magalhães  em  4 abr 2018 10:10

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