Cabo Verde prepara inclusão nas rotas do turismo do património subaquático mundial

PorExpresso das Ilhas, Lusa,26 nov 2021 11:21

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O presidente Instituto do Património Cultural (IPC), Hamilton Jair Fernandes disse que Cabo Verde está a preparar a sua inclusão nas rotas do turismo do património subaquático, e que por isso já formou técnicos e parceiros,sensibilizou comunidades e inventariou o património.

Hamilton Jair Fernandes fez essa declaração esta quinta-feira, 25, durante a apresentação do projecto Margullar, no “I Congresso da Arqueologia Subaquática da Macaronésia”, que decorre nas Canárias.

“Temos estado a desenvolver todo um trabalho de formação, de sensibilização, de catalogação e inventariação desses bens antes da sua promoção enquanto activo turístico”, disse Hamilton Jair Fernandes.

Segundo o presidente do IPC, a primeira acção de Cabo Verde vai ser a inclusão do país nas rotas do turismo património subaquático da Macaronésia, para depois ser a nível mundial.

“Está em preparação, como é uma actividade assumida no Margullar I, iremos levar para o Margullar II”, garantiu, dizendo que em paralelo vão ser criadas todas as condições legais e de fiscalização.

“Tem de ser sempre um trabalho contínuo, envolvendo a Polícia Nacional, as universidades, o Ministério da Defesa”, referiu Jair Fernandes, lembrando que Cabo Verde ratificou a Convenção da UNESCO de 2001 sobre o património cultural subaquático e vai ratificar a convenção contra o tráfego ilícito de bens culturais.

“Que acaba por ser sempre uma convenção que complemente a convenção de 2001, considerando a fragilidade dos nossos mares”, salientou.

Relactivamente ao projecto Margullar para Cabo Verde, o presidente do IPC disse que já foi criado um grupo de acção local, dado formação aos parceiros, criado um plano de acção local, feito inventário subaquático e realizado formação profissional em mergulho.

Segundo o líder institucional, o objectivo das autoridades cabo-verdianas é criar as bases legais e formais e envolver a comunidade para proteger os mares do arquipélago, de quase um milhão de quilómetros quadrados.

O projecto Margullar foi desenvolvido em parceria com as ilhas da Macaronésia (Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde) e visa articular o património e turismo através da realização de trabalhos de arqueologia subaquática para a preservação e conservação do património marinho, para a sua posterior valorização e aproveitamento, com foco na melhoria da atractividade e promoção do turismo nestas regiões.

Durante o primeiro Congresso da Arqueologia Subaquática da Macaronésia os territórios estão a compartilhar conhecimentos e boas práticas que existem na arqueologia subaquática actual.

Cabo Verde é Estado-membro da convenção do Património Cultural Subaquático e tem primado para a salvaguarda deste património, adoptando medidas legais e institucionais para o efeito, destacando-se ainda a recuperação e compilação de documentos relactivos à arqueologia subaquática, nomeadamente os naufrágios.

Segundo o IPC, ainda dentro deste projecto está em carteira a criação e colocação de sinaléticas, curso de formação em arqueologia subaquática, criação do Circuito Turístico e Inclusão em diferentes redes institucionais de Cabo Verde.

E lembrou que recentemente denunciou e solicitou a colaboração e actuação de autoridades nacionais no alegado roubo e o empilhamento de bens com valor patrimoniais que se encontram no fundo do mar da ilha do Maio.

“Uma denúncia que efectivou no sentido de haver uma actuação célere possível, para evitar a destruição e pilhagem do património subaquático da República de Cabo Verde”, referiu o IPC em comunicado.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,26 nov 2021 11:21

Editado porAndre Amaral  em  26 nov 2021 14:29

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