​MCIC assina protocolos de Incentivo Financeiro e Institucional com Festival Oiá e Festival Mindelact

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,29 set 2023 16:19

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas assinou esta sexta-feira, 29, dois protocolos de Incentivo Financeiro e Institucional, em São Vicente, um com a produtora Oiá Projetos no âmbito da realização do Festival Oiá e outro a Associação Artística e Cultural Mindelact, no âmbito da realização do Festival Mindelact.

No âmbito dos protocolos de incentivo financeiro e institucional rubricados hoje, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas contemplou o Festival Internacional de Cinema do Mindelo (Mindelact) com o montante de mil contos e o Festival Internacional de Cinema (Oiá) com 500 contos.

E na ocasião, Abraão Vicente, instou a uma reflexão sobre o destaque da cidade do Mindelo como capital da cultura devido à transformação geracional, que pode colocar isso em risco.

Para Abraão Vicente, os agentes culturais devem reunir-se para saber o que se passa com o estado de arte da cultura em Cabo Verde e na ilha, quando o Mindelact está a passar por uma transformação, o Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD) está ainda a ser reaberto e o Centro Cultural do Mindelo precisa de um “investimento colossal” para ser uma referência.

“É preciso reavaliar Mindelo como capital da cultura em Cabo Verde, porque há um espírito, há uma geração, mas, há também uma transformação geracional que pode colocar em risco aquilo que é qualidade da produção artística e cultural em Cabo Verde”, sustentou Abraão Vicente, apontando necessidade de mudanças nas artes plásticas, artes cénicas e produção cultural.

“Aqui fica o desafio e o alerta à nova geração”, sustentou, instando estes a “reerguer Mindelo como um centro onde a cultura vibra por si só”.

Porque, segundo disse “não se pode conformar somente com os eventos da moda e nem viver somente de festivais”.

Por outro lado, enumerou que há a lacuna de não haver muita gente formada em produção cultural, mas, sim “muitos a improvisar”.

Daí, o apelo, lançou, para que o sistema educativo “volte a colocar a cultura no centro”, para ultrapassar debates que existem “há mais de 30 anos”.

Por isso, o pedido para um “papel mais activo” dos agentes culturais e dos próprios deputados no debate do Orçamento do Estado e questionar a percentagem dada ao sector, que “ainda não atingiu 1 %”.

“É preciso que o debate vai além do ministro e do Governo, mas, que o Governo seja implicado e os parlamentares sejam implicados”, defendeu, assumindo a quota-parte do seu Ministério, que “poderá fazer mais com mais disponibilidade de recursos”

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,29 set 2023 16:19

Editado porAndre Amaral  em  30 set 2023 9:06

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