A formação teve início no dia 7 de Janeiro e visa proporcionar aos participantes uma experiência enriquecedora, promovendo a criatividade, a troca de saberes e o crescimento das artes cénicas em Cabo Verde.
As sessões acontecem até dia 20 deste mês, todas as segundas, quartas e sextas-feiras, no Palácio da Cultura Ildo Lobo.
Segundo a formadora, actriz, educadora e escritora brasileira Renálide Carvalho, a oficina consiste na mobilização da capacidade criativa e artística dos participantes, a partir de jogos dramáticos, exercícios cénicos que estimulam a expressividade vocal e corporal, como também o improviso, a criação de cenas e a montagem de roteiros.
“Os jogos teatrais que fazemos visam trabalhar a desenvoltura da actriz e do actor no palco e fora dele, na vida cotidiana, nas nossas actuações diárias, levando ao empoderamento e à segurança nas várias situações do palco da vida”, explica.
A actriz acrescenta que os exercícios têm estimulado a boa impostação da voz, a postura no palco, a entrega da emoção que o texto pede e a criação de cenas. “Focamo-nos na integração do grupo, na confiança, na capacidade de concentração e escuta, no senso de colectividade, que são elementos indispensáveis ao trabalho no teatro e também na vida”.
Renálide Carvalho afirma que os exercícios pretendem também estimular o acesso à memórias afectiva, memórias sensoriais para conduzir à livre expressão e a elaboração de processos artísticos colaborativos, permitindo o diálogo entre a literatura e o fazer teatral.
“No final, apresentaremos o Sarau Afrolírico, resultado de nosso trabalho com textos poéticos, tanto de minha autoria, já que também sou escritora, como de autoria de Alina Delgado, que é uma participante da formação e escritora cabo-verdiana”, informa.
Mas este sarau será apresentado a partir do diálogo com os participantes, “escolhemos os textos poéticos, cujas temáticas passam pelo amor romântico, pelo erotismo, pela saudade, pelo empoderamento feminino e pela unidade do povo negro, a partir dos ideais do Pan-africanismo e das lutas anti-colonialistas”.