Numa nota enviada, Djam Neguin explica que esta obra está integrada na temática da edição do Festival, “No Tempo das Fogueiras”, e que o projecto propõe uma reflexão sobre o fogo como símbolo de partilha, transmissão intergeracional e resistência.
Trabalhando com cinco participantes seniores, Djam Neguin sublinha a importância de reintegrar o tempo vivido no tempo da criação artística, combatendo a invisibilidade social da velhice e valorizando o saber acumulado nos corpos.
“Inspirando-se em práticas de transmissão oral de matriz africana e europeia, ´Fogo Velho´ transforma histórias de vida em luz, movimento e som: uma instalação híbrida entre ancestralidade e inovação tecnológica”, frisa.
A apresentação da obra terá lugar no Centro de Interpretação da Comunidade Judaica de Torres Vedras (Portugal), um espaço de forte ressonância histórica e simbólica, que cruza a memória patrimonial com a vivência contemporânea.
Djam Neguin sublinha que esta obra surgiu durante uma residência artística de uma semana, onde os participantes exploraram práticas de escuta, movimento, partilha de memórias e experimentação criativa.
“Fragmentos biográficos, canções, silêncios e gestos foram traduzidos digitalmente em imagens projectadas, numa gramática visual poética”, acrescenta.
O artista aponta ainda que “Fogo Velho” é uma intervenção que cruza arte, memória e comunidade, afirmando-se como um gesto poético e político que valoriza a senioridade, a ancestralidade e a colectividade.
E que, ao mesmo tempo, inscreve-se nas linhas orientadoras do Festival Novas Invasões 2025: “uma obra original, site-specific, que articula tradição e inovação, memória e contemporaneidade, inclusão e sustentabilidade”.