Na sua página na rede social, o Presidente da República, José Maria Neves, publicou uma mensagem de condolências pela morte do artista, recordando a sua obra e o seu engajamento político.
“Não mais será visto aqui na Terra, mas, como legado, fica uma singela obra musical. Jamais me esquecerei da homenagem que fez às mulheres, das suas músicas, do seu engajamento cívico e da forma pedagógica e inclusiva como se envolveu na política”, escreveu o Chefe de Estado.
O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas manifestou o seu “profundo pesar” pelo falecimento de Romeu di Lurdes, artista cabo-verdiano, ativista cultural, poeta e líder do Partido do Trabalho e da Solidariedade.
Nas redes sociais, o Ministério da Cultura cita que Romeu di Lurdes era uma figura multifacetada e de notável dedicação à vida cultural e social do país. “Romeu di Lurdes deixa a cultura e a criação nacional mais pobres com a sua partida prematura”, lê-se na nota.
O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, lamentou profundamente a perda de um jovem instrumentista, compositor, cantor, poeta e político que sempre se destacou pela dedicação às causas culturais e sociais de Cabo Verde.
A Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) também manifestou o seu pesar pelo falecimento do artista, sublinhando o seu contributo para o fortalecimento da identidade musical nacional.
“Figura multifacetada e de notável dedicação à vida cultural e social do país, Romeu di Lurdes deixa a cultura e a criação nacional mais pobres com a sua partida prematura”, refere a SCM, acrescentando que o artista “contribuiu com talento e autenticidade para o fortalecimento da identidade musical cabo-verdiana”, frisa.
A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) apresentou as suas sentidas condolências aos familiares, amigos e às comunidades artística e académica.
“Romeu di Lurdes licenciou-se em Gestão do Património Cultural pela Faculdade de Ciências Sociais, Humanas e Artes (FCSHA) da Uni-CV. Foi membro activo da Associação Académica, dinamizou várias actividades no campus e criou o Terreru di Amizadi”, relata.
A Uni-CV recordou que em 2019, o artista foi homenageado pela universidade pelo contributo voluntário à vida académica. “Como autor e intérprete, deixou um repertório que espelha o quotidiano e os afetos do povo cabo-verdiano, culminando no álbum Kuraçon Aberto (2025)”.
A Uni-CV recordou ainda o seu legado artístico e cívico, bem como a marca que deixou na comunidade académica.
Natural do concelho de Santa Cruz, Romeu di Lurdes destacou-se como uma das vozes mais autênticas e comprometidas da nova geração da música cabo-verdiana, tendo vivido grande parte da sua vida na cidade da Praia. A sua obra artística e o seu envolvimento nas causas sociais deixam um legado de inspiração e amor pela cultura e pela justiça social.
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