Numa publicação na rede social, a artista explica que o álbum nasceu do encontro, da escuta e da convivência com o músico e compositor Mario Lucio, “pessoa que admiro profundamente e figura incontornável da nossa cultura”.
A artista conta que Mário Lúcio abriu o baú das suas composições inéditas, de onde saíram estas sete lindas faixas, canções guardadas no tempo, à espera da sua voz.
Para Zul Alves, cantar Mário Lúcio é entrar num térreo de alma e memória. “As suas canções têm Txon e raiz. Ao interpretá-las, sinto-me parte desse Txon que fala através da palavra, do som e do silêncio”.
Este álbum é de intensidade, autenticidade e unicidade. “Interpretar é dar continuidade a um fio invisível da história num gesto de gratidão e pertença. É transformar emoção em som, devolver à terra a canção que dela nasceu”.
Fazem parte deste álbum temas como “Sem Nada”, “Sunyata”, “Dos Mon de Dom”, “Mcorre Mka Pega” feat. Mario Lucio, “Prece”, “Sina de Sina” e “Reveillon Rebelion”.
Conforme a artista, cada tema é um reencontro com o meu próprio “Txon, o lugar de onde venho. A terra interior e espiritual que me sustenta. O curioso é que produzi, cantei e dei corpo a Txon sem saber que, dentro de mim, outra melodia se formava”.
Zul Alves frisa que uma nova vida, silenciosa e divina, dançava ao ritmo do seu coração e, quando descobriu, tudo fez sentido: o álbum já era um ventre fértil, criador, pleno.
“Tornou-se um manifesto de nascimento, um cântico à transformação e à continuidade.
Por tudo isso, Txon é, para mim, um álbum de sabedoria e de amor. Carrega os ensinamentos dos nossos antepassados, mensagens de afeto e reflexões que nos convidam a regressar à nossa história, à memória colectiva e ao mundo que nos rodeia”, realça.
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