A justiça cabo-verdiana entra numa nova fase com a criação do Centro de Estudos Jurídicos e Judiciários (CEJJ), uma ambição de longa data da comunidade jurídica nacional. A 29 de Janeiro foram empossados os membros dos seus órgãos directivos, numa cerimónia na Praia que marcou o arranque formal desta instituição. À frente está o juiz do Supremo Tribunal de Justiça Simão Alves Santos, que vê no centro um instrumento para transformar a prática judicial no país. Em entrevista ao Expresso das Ilhas, o presidente do Conselho Directivo explica que o CEJJ pretende preparar magistrados e operadores judiciários com cultura, ética e um olhar humano. A expectativa é alta, e o desafio, grande: formar profissionais capazes de prestar uma justiça célere, objectiva e de elevada qualidade, com impacto directo na vida dos cidadãos.
Também em destaque está a entrevista com Carlos Silva, Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz.
Decano dos autarcas de Santiago e no terceiro mandato consecutivo à frente de Santa Cruz, Carlos "Sueck" Silva defende que o futuro do poder local passa por mais articulação e menos dependência do centro. Nesta conversa sobre municipalismo cabo-verdiano, o edil reflecte sobre os desafios do financiamento e a urgência de pensar local para construir um país mais equilibrado. "Cabo Verde é a soma dos seus 22 municípios", lembra, exortando à articulação e sinergia entre municípios, associações e Governo. Sobre Santa Cruz - o "celeiro de Santiago" -, traça uma agenda ambiciosa de atracção de investimento, diversificação económica, e o fim de modelos que perpetuam a pobreza, num concelho agrícola que celebra 55 anos.
Na capa desta semana olhamos, também, para a viagem do Presidente da República a França.
O Presidente da República, José Maria Neves, foi recebido no dia 29 de Janeiro, no Palácio do Eliseu, em Paris, pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, num encontro classificado como histórico e que assinala um novo patamar nas relações entre Cabo Verde e França. Além desse encontro José Maria Neves esteve reunido com as comunidades cabo-verdianas residentes em Paris, Marselha e Lyon.
Hoje assinala-se o Dia Mundial de Luta contra o Cancro, motivo para avaliar como está a situação das doenças oncológicas em Cabo Verde.
Apesar dos avanços registados na sensibilização e prevenção, o diagnóstico tardio do cancro continua a ser uma realidade dominante no país. As limitações nos serviços especializados e a ausência de alguns meios de tratamento condicionam a resposta, apesar dos progressos alcançados, conforme o presidente da Associação Cabo-Verdiana de Luta Contra o Cancro (ACLCC), José Benvindo Lopes, em declarações ao Expresso das Ilhas no âmbito do Dia Mundial de Luta Contra o Cancro.
Ainda na área da Saúde, damos destaque à conferência de imprensa do ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, que esclareceu que os processos em curso relativos às mortes de turistas britânicos por infecções contraídas em Cabo Verde são de natureza privada e dirigidos a cadeias hoteleiras, reforçando que não existem evidências epidemiológicas públicas que indiquem qualquer surto activo no país.
A ler igualmente os artigos de opinião: ‘Eleições em Tempos Difíceis’ escrito por Paulo Veiga; ‘Claridade e a Invenção de um Olhar Próprio’ da autoria de Manuel Brito-Semedo; e ‘Custo Aluno-Qualidade no Pré-Escolar: quanto custa educar com dignidade?’ escrito por Gilvan Vitor dos Santos.
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