Os prémios foram apresentados esta quinta-feira, 12, pelo Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, numa conferência de imprensa que teve lugar na Cidade da Praia.
Segundo o Ministro da Cultura, estes prémios têm como propósito promover a divulgação da cultura em geral e do património escrito-literário nacional em particular, estimular e apoiar a criação literária, fomentar o gosto pela leitura, incentivar a escrita criativa e revelar novos talentos.
“A atribuição destes prémios literários contribuirá para a valorização e enriquecimento do património escrito-literário cabo-verdiano, como para exaltar a nossa literatura e os nossos escritores e poetas”, destaca.
Com a instituição destes prémios, disse que estão não só a salvaguardar a nossa identidade e cultura, mas também a responder a uma realidade que carece demais de incentivos para a produção de obras literárias inéditas.
E que foi neste âmbito que surge a instituição dos cinco prémios literários, sendo três novos, instituídos pela primeira vez como Prémio Literário Baltasar Lopes, categoria Romance, no valor de 500 mil escudos, o Prémio Literário Eugênio Tavares, categoria Conto, no valor de 400 mil escudos, e o Prémio Literário Jorge Barbosa, categoria Poesia, no valor de 400 mil escudos.
E retoma dois prémios já instituídos, nomeadamente o Prémio de Literatura Infanto-Juvenil Orlanda Amarílis, no valor de 200 mil escudos, e o Prémio Literário Mário Fonseca, no valor de 400 mil escudos. Este último destina-se a premiar uma obra literária inédita, em qualquer um dos domínios, apresentada por uma editora nacional.
O governante explica que estes dois prémios, ora retomados, foram reajustados de forma a responder às necessidades actuais.
“A título de exemplo, o Prémio Literário ‘O Livro do Ano Mário Fonseca’, que inicialmente visava galardoar uma obra original de ficção literária de autor cabo-verdiano, agora passa a premiar não o Livro do Ano, mas a edição de uma obra cuja candidatura seja apresentada por uma editora”, refere.
Conforme Augusto Veiga, todos os prémios contemplarão tanto a edição da obra premiada, como uma componente pecuniária nos valores acima referidos, excepto o Prémio Mário Fonseca, que contemplará apenas a edição da obra.
“A escolha dos patronos do concurso espelha a vontade do Governo de Cabo Verde de homenagear os grandes vultos da literatura cabo-verdiana, com particular destaque para os escritores claridosos, num ano especial em que a Revista Claridade comemora 90 anos, e sensibilizar a população para a relevância das suas obras e os seus contributos para a elevação de Cabo Verde”, assegura.
Podem concorrer aos prémios literários Baltasar Lopes, Eugênio Tavares, Jorge Barbosa e Orlando Amarílis, todos os cidadãos cabo-verdianos residentes na diáspora, ou estrangeiros residentes em Cabo Verde maiores de 18 anos. Quanto ao Prémio Mário Fonseca, poderão candidatar-se todas as editoras nacionais.
Com a instituição destes prémios, sublinha que o Governo assume o firme compromisso com a promoção da cultura literária nacional. “Os três novos prémios, ora instituídos pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, contam com o alto patrocínio da Cabo Verde Telecom”.
Já os dois prémios, estabelecidos pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, contam com a parceria da Academia Cabo Verdiana de Letras.
Em relação aos membros do júri, explica que será composto por académicos, por escritores também renomados no país, assim como por editores. “Será o próprio ecossistema cabo-verdiano, da área da literatura, que vai constituir os júris, os diversos júris”.
Além dos prêmios apresentados, o Ministro da Cultura indicou o prémio Manuel Lopes, que já vai na sua terceira edição, que se trata de uma parceria com a Casa da Moeda e a Imprensa Nacional de Portugal.
Ainda na ocasião, o Ministério da Cultura apresentou o projecto Biblioteca Móvel, cuja implementação está em curso, com a aquisição da primeira viatura.
“Esta viatura foi adquirida no ano passado e está a caminho de Cabo Verde, e pretendemos adquirir uma nova viatura este ano, com o orçamento deste ano, de modo a ter duas Bibliotecas Móveis, uma em Sotavento e outra em Barlavento, assim, por via marítima, poderemos chegar a todas as ilhas e concelhos de Cabo Verde”, anuncia.
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