Segundo uma nota enviada, este concerto representa um reencontro entre Lisboa e uma das suas mais profundas ligações atlânticas.
“Será uma noite de celebração colectiva, memória e afirmação cultural. Um momento que ultrapassa o formato de concerto para se afirmar como acontecimento histórico”, frisa.
A mesma fonte sublinha que, para a comunidade cabo-verdiana, para a diáspora, para os amantes da música africana e para o público que reconhece a importância da herança cultural lusófona, este é um espectáculo absolutamente imperdível.
Formados em 1969, na Cidade da Praia, Os Tubarões são muito mais do que uma banda, são um símbolo identitário, um movimento cultural e uma das formações mais influentes da história da música moderna de Cabo Verde.
Ao longo de mais de cinco décadas, construíram um repertório que atravessa gerações e geografias, afirmando a morna, o funaná, a coladeira e a tabanka como linguagens universais.
Temas como “Tunuca”, “Labanta Braço”, “Djonsinho Cabral” e “Tabanka”tornaram-se hinos da cabo-verdianidade, ecoando tanto nas ilhas como na diáspora. Canções que falam de identidade, resistência, pertença e esperança, e que continuam hoje a emocionar públicos de diferentes idades.
No período pós-Revolução dos Cravos, a banda teve um papel determinante na afirmação cultural de Cabo Verde, acompanhando o processo de independência e projectando internacionalmente uma nova consciência artística africana.
O reconhecimento consolidou-se com o álbum Tabanka e com actuações memoráveis em vários continentes, incluindo o histórico concerto no Festival do Avante, perante cerca de 30 mil pessoas, um dos maiores momentos da presença cabo-verdiana em palcos europeus.
Após uma longa pausa, o regresso aos palcos em 2015 confirmou aquilo que o público sempre soube: Os Tubarões não pertencem apenas ao passado, são património vivo.
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