Segundo uma nota enviada, a SONA tem como missão permitir que criadores estabeleçam a titularidade das suas obras, controlem a sua utilização e recebam a remuneração devida, através de uma infraestrutura pensada para escala, interoperabilidade e alinhamento com os sistemas existentes.
“O AME, enquanto plataforma de circulação internacional da música africana, evidencia tanto o potencial global do continente como as fragilidades estruturais ainda presentes, nomeadamente a fragmentação de dados, dificuldades de identificação de obras e complexidade nos fluxos de pagamento. A SONA posiciona-se precisamente neste ponto de interseção, reforçando o ecossistema sem o substituir”, aponta.
A mesma fonte indica que é neste contexto que ganha particular relevância o surgimento da SONA, uma infraestrutura soberana de direitos criativos concebida em Cabo Verde para servir criadores africanos e a sua diáspora.
“Num momento em que artistas, produtores, distribuidores e decisores se reúnem na Praia para discutir o futuro da música, a SONA apresenta-se como uma resposta concreta a um dos desafios mais persistentes do sector: a gestão eficiente, transparente e justa dos direitos criativos na era digital”, assegura.
Conforme a mesma fonte, a infraestrutura foi desenhada para trabalhar em complementaridade com institutos nacionais de propriedade intelectual, sociedades de gestão colectiva, editoras, estúdios e plataformas globais. Ao melhorar a identificação, atribuição e distribuição de valor, a SONA contribui para maior eficiência, transparência e confiança em toda a cadeia criativa.
No seu núcleo, integra ferramentas de inteligência artificial orientadas para direitos, uma camada segura de registo interoperável com sistemas nacionais e internacionais de propriedade intelectual e um motor de pagamentos que permite uma remuneração mais rápida, rastreável e transparente.
Desenvolvida em parceria com criadores e instituições, a SONA assenta em princípios de soberania de dados, interesse nacional e valorização cultural. Além disso, após uma recente reunião, a Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) mostrou interesse em formalizar uma parceria com a start-up SONA.
"Esta colaboração visa alinhar esforços na modernização do sector musical em Cabo Verde, reforçando os mecanismos de defesa dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, num contexto cada vez mais digital e tecnológico", garante.
A marca SONA encontra-se registada ao abrigo da legislação cabo-verdiana, junto do IGQPI, reforçando o compromisso com a proteção jurídica e institucional.
A mesma fonte sublinha que num momento em que o Atlantic Music Expo coloca Cabo Verde no centro das dinâmicas da música global, a SONA afirma-se como uma infraestrutura crítica para o futuro da economia criativa africana, garantindo que o crescimento internacional da cultura africana se traduz também em valor justo para os seus criadores.
A SONA é uma infraestrutura soberana de direitos criativos desenvolvida em Cabo Verde, dedicada a apoiar criadores africanos e a sua diáspora na gestão, protecção e monetização ética das suas obras, através de tecnologia avançada e interoperável.
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