​SONA apresenta visão para os direitos criativos africanos durante a 12ª edição do Atlantic Music Expo

PorDulcina Mendes,7 abr 2026 14:43

A start-up SONA apresenta a sua visão para os direitos criativos africanos durante a 12ª edição do Atlantic Music Expo, que acontece entre os dias 6 e 9 deste mês, na Cidade da Praia.

Segundo uma nota enviada, a SONA tem como missão permitir que criadores estabeleçam a titularidade das suas obras, controlem a sua utilização e recebam a remuneração devida, através de uma infraestrutura pensada para escala, interoperabilidade e alinhamento com os sistemas existentes.

“O AME, enquanto plataforma de circulação internacional da música africana, evidencia tanto o potencial global do continente como as fragilidades estruturais ainda presentes, nomeadamente a fragmentação de dados, dificuldades de identificação de obras e complexidade nos fluxos de pagamento. A SONA posiciona-se precisamente neste ponto de interseção, reforçando o ecossistema sem o substituir”, aponta.

A mesma fonte indica que é neste contexto que ganha particular relevância o surgimento da SONA, uma infraestrutura soberana de direitos criativos concebida em Cabo Verde para servir criadores africanos e a sua diáspora.

“Num momento em que artistas, produtores, distribuidores e decisores se reúnem na Praia para discutir o futuro da música, a SONA apresenta-se como uma resposta concreta a um dos desafios mais persistentes do sector: a gestão eficiente, transparente e justa dos direitos criativos na era digital”, assegura.

Conforme a mesma fonte, a infraestrutura foi desenhada para trabalhar em complementaridade com institutos nacionais de propriedade intelectual, sociedades de gestão colectiva, editoras, estúdios e plataformas globais. Ao melhorar a identificação, atribuição e distribuição de valor, a SONA contribui para maior eficiência, transparência e confiança em toda a cadeia criativa.

No seu núcleo, integra ferramentas de inteligência artificial orientadas para direitos, uma camada segura de registo interoperável com sistemas nacionais e internacionais de propriedade intelectual e um motor de pagamentos que permite uma remuneração mais rápida, rastreável e transparente.

Desenvolvida em parceria com criadores e instituições, a SONA assenta em princípios de soberania de dados, interesse nacional e valorização cultural. Além disso, após uma recente reunião, a Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) mostrou interesse em formalizar uma parceria com a start-up SONA.

"Esta colaboração visa alinhar esforços na modernização do sector musical em Cabo Verde, reforçando os mecanismos de defesa dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, num contexto cada vez mais digital e tecnológico", garante.

A marca SONA encontra-se registada ao abrigo da legislação cabo-verdiana, junto do IGQPI, reforçando o compromisso com a proteção jurídica e institucional.

A mesma fonte sublinha que num momento em que o Atlantic Music Expo coloca Cabo Verde no centro das dinâmicas da música global, a SONA afirma-se como uma infraestrutura crítica para o futuro da economia criativa africana, garantindo que o crescimento internacional da cultura africana se traduz também em valor justo para os seus criadores.

A SONA é uma infraestrutura soberana de direitos criativos desenvolvida em Cabo Verde, dedicada a apoiar criadores africanos e a sua diáspora na gestão, protecção e monetização ética das suas obras, através de tecnologia avançada e interoperável.

Concorda? Discorda? Dê-nos a sua opinião. Comente ou partilhe este artigo.

Autoria:Dulcina Mendes,7 abr 2026 14:43

Editado porAndre Amaral  em  7 abr 2026 20:53

pub.
pub
pub.

Últimas no site

    Últimas na secção

      Populares na secção

        Populares no site

          pub.