Segundo o IPC, esta intervenção enquadra-se no processo de candidatura do Campo do Tarrafal a Património Mundial da UNESCO, promovido pelo governo enquanto prioridade estratégica para a valorização, preservação e projeção internacional do património histórico nacional.
A mesma fonte explica que a iniciativa visa reforçar o reconhecimento deste lugar de memória como símbolo da resistência, da liberdade, da dignidade humana e da defesa dos direitos fundamentais.
“Os trabalhos arqueológicos têm como objectivo identificar vestígios da antiga ‘frigideira’, cela de isolamento utilizada como instrumento de punição, valorizar áreas actualmente desqualificadas e aprofundar o conhecimento sobre as transformações arquitetónicas e espaciais ocorridas no complexo ao longo da sua existência”, destaca.
De recordar que o Campo de Concentração do Tarrafal funcionou em duas fases distintas sob a administração colonial portuguesa, entre 1936 e 1954 e, posteriormente, entre 1961 e 1974.
Conforme o IPC, ao longo destes períodos, o espaço conheceu diversas alterações estruturais e funcionais, cuja compreensão histórica e material constitui agora um dos principais objectivos desta investigação arqueológica.
homepage









