Segundo uma nota da produtora Harmonia, este evento será uma verdadeira celebração da música negra brasileira e da lusofonia.
A mesma fonte cita que o álbum é uma curta metragem, com sambas de roda, ijexás, mornas, fados, capoeira e pontos de candomblé se entrelaçam sem hierarquia. Além do Brasil, Cabo Verde e Portugal no itinerário percorrido na última década pelo colectivo, na aproximação dos nossos sotaques, base da nossa formação.
“Povo Brasileiro conta com participações da cantora cabo-verdiana Zulu (Boa Vista), a fadista portuguesa Ana Margarida Prado, o multi-instrumentista Nilson Dourado (São Paulo/Bahia/Sintra), a flautista Letícia Malvares (Rio de Janeiro/Madrid), Jurema De Candia (Rio de Janeiro) que se encontram com uma ala do consagrado Cordão do Boitatá, dirigido por Kiko Horta”, destaca.
Natural ilha da Boa Vista, Zulu traz uma nova força à música do arquipélago, mesclando os ritmos ancestrais cabo-verdianos com a liberdade do jazz, e cria um som que é ao mesmo tempo familiar e inesperado.
A cantora, compositora e instrumentista Zulu assina as músicas do seu primeiro EP “Briza”, dando vida a cada nota com autenticidade e emoção.
A sua primeira ligação à música nasceu em casa, através do pai, que tocava violão e cantava.
Recorda com nostalgia as noites de lua cheia, em que o pai organizava grupos de tocatina e serenatas na comunidade, momentos que inspiraram Zulu, ainda adolescente, a aprender violão e a seguir os passos da irmã, já conhecida pela sua bela voz e habilidade com o instrumento.
Em Agosto de 2015, Zulu partiu para a Cidade da Praia, determinada a ampliar os seus conhecimentos. Completou com distinção o curso superior de Gestão de Hotelaria e Turismo, avançando em seguida para uma formação em Engenharia Civil.
No entanto, a sua caminhada foi desafiante: conciliava a maternidade, os estudos e o trabalho, longe da sua família e da rede de apoio.
A música, porém, revelou-se uma bênção neste percurso, tornando-se uma fonte essencial de rendimento. Através das suas actuações em restaurantes, casas de música, eventos institucionais e outros palcos da cidade da Praia, Boa Vista e noutras ilhas, Zulu encontrou não apenas um meio de sustento, mas também uma maneira de dar vida ao seu talento e à sua voz, potente e única, que conquistou públicos e novos caminhos.
Em 2024, Zulu assina contrato com a Harmonia Lda, uma das maiores empresas de música de Cabo Verde, liderada por José (Djô) da Silva. Numa dessas apresentações no restaurante Poeta, em Achada Santo António, na cidade da Praia, o produtor Djô da Silva percebeu que era o momento certo para contratar Zulu.
O ano de 2024 marca uma nova etapa na carreira de Zulu, que se vincula a uma das maiores empresas de música de Cabo Verde, Harmonia Lda, liderada pelo empresário mais renomado do país.
Em Abril de 2025, Zulu estreou na 11ª edição do Atlantic Music Expo e na 14ª edição do Kriol Jazz Festival.
De recordar que a cantora está nomeada na 15.ª gala dos Cabo Verde Music Awards (CVMA), que acontece no dia 6 de Junho, na ilha de São Vicente.
homepage









