Conhecido como “Saxophone Colossus”, nome inspirado no álbum homónimo lançado em 1956, Rollins foi um dos últimos grandes sobreviventes da geração bebop e um músico decisivo na evolução do jazz moderno. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, trabalhou com nomes como Miles Davis, Thelonious Monk e John Coltrane.
Nascido como Walter Theodore Rollins, em Harlem, Nova Iorque, em 1930, começou a tocar saxofone ainda em criança e destacou-se cedo pela capacidade de improvisação e pelo som poderoso do tenor saxofone. Obras como Saxophone Colossus, Tenor Madness, Way Out West e Freedom Suite tornaram-se referências incontornáveis do jazz do pós-guerra. Saxophone Colossus Tenor Madness Way Out West Freedom Suite
Entre as suas composições mais conhecidas estão “St. Thomas”, “Oleo”, “Airegin” e “Doxy”, temas que se transformaram em standards do jazz.
Rollins ficou também célebre pelos períodos de afastamento voluntário dos palcos, motivados pela procura de aperfeiçoamento artístico e espiritual. O mais famoso aconteceu no final da década de 1950, quando passou mais de dois anos a praticar sozinho na ponte de Williamsburg, em Nova Iorque, experiência que inspirou o álbum The Bridge.
Além do jazz, colaborou com os The Rolling Stones no álbum Tattoo You, participando no tema “Waiting on a Friend”.
Nos últimos anos, o músico enfrentava problemas respiratórios e estava afastado das actuações públicas desde 2012, tendo anunciado a retirada definitiva em 2014.
Ao longo da carreira, recebeu vários prémios, incluindo Grammys, a Medalha Nacional das Artes dos Estados Unidos e uma distinção do Kennedy Center.
A morte de Sonny Rollins marca o desaparecimento de uma das últimas grandes figuras da era dourada do jazz e de um músico amplamente considerado um dos maiores improvisadores da história.
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