Se na sexta-feira os chuviscos condicionaram o arranque do festival, na noite de sábado, 18, o recinto encheu-se e com animação até ao nascer do sol, com milhares de pessoas a cantar, dançar e acompanhar cada actuação do início ao fim.
A edição deste ano apostou exclusivamente em artistas cabo-verdianos, uma opção que conquistou o público, que respondeu em massa e mostrou que a música nacional continua a ser um dos maiores atractivos do festival.
Pouco depois da atuação dos talentos locais, Beto Dias subiu ao palco e transformou o recinto num autêntico coro, ao som dos seus maiores êxitos, levando as diferentes gerações a cantar palavra por palavra temas que continuam vivos na memória dos cabo-verdianos.
Entre vozes levantadas, telemóveis iluminando o recinto e muita dança, o cantor mostrou-se emocionado com a recepção do público.
No final, Beto Dias afirmou ter vivido “uma noite espectacular" e disse sentir-se feliz por ver que músicas lançadas há vários anos continuam a ser cantadas também pelos mais jovens.
O artista agradeceu o carinho recebido em Santa Cruz e revelou que continua a preparar novos trabalhos, mantendo uma agenda preenchida de espectáculos em Cabo Verde e na diáspora.
Durante as atuações, um dos momentos mais marcantes da noite foi a homenagem prestada aos Tubarões Azuis, com a exibição de um vídeo com imagens da participação da selecção nacional no Mundial, acompanhada pela música dedicada à equipa.
Despertou aplausos, emoção e um sentimento de orgulho entre os milhares de festivaleiros, que cantaram e celebraram aquele momento de união em torno da selecção cabo-verdiana.
De seguida, Neyna subiu ao palco e confirmou o entusiasmo que já se vivia no recinto, sendo a única mulher a actuar na segunda noite do festival, e conquistou rapidamente o público, que acompanhou as suas músicas do princípio ao fim.
À imprensa, Neyna afirmou ter sentido uma energia especial do público de Santiago e manifestou disponibilidade para regressar ao festival em futuras edições.
Com os primeiros raios de sol a iluminarem a praia de Areia Grande, o que e permitiu ver um recinto ainda repleto de pessoas, Tony Fika voltou a elevar a animação e manteve o público a cantar e a dançar.
O artista protagonizou um dos momentos mais vibrantes da madrugada, demonstrando que o entusiasmo dos festivaleiros permanecia intacto, apesar das longas horas de festa.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Carlos Silva, fez “um balanço positivo” do certame e destacou “forte adesão do público, o ambiente tranquilo vivido ao longo dos dois dias e o comportamento cívico dos festivaleiros”.
O autarca sublinhou ainda que o Festival de Areia Grande representa “uma forte aposta” do município na promoção da cultura e da música cabo-verdiana, reafirmando o compromisso da edilidade em preservar e valorizar este património.
Os festivaleiros ouvidos também fizeram uma avaliação positiva da edição deste ano, considerando o Festival de Areia Grande um dos melhores do país.
Destacaram a qualidade do cartaz, a organização, a segurança e o ambiente de convivência que se viveu durante os dois dias.
Com milhares de pessoas a passarem pelo recinto, sem registo de incidentes de maior gravidade e com um ambiente de festa do princípio ao fim, a edição de 2026 terminou deixando a expectativa de um festival ainda maior no próximo ano.
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