A programação foi anunciada esta quarta-feira, em conferência de imprensa, por Alexandre Novais, da organização, que reconheceu que esta foi uma das edições mais difíceis de preparar, num contexto marcado pela mudança de Governo e pela demora na confirmação dos apoios institucionais.
"Essa foi uma edição muito difícil, não resta dúvida. Foi tirada a ferros.
E depois há uma questão, para fazer um evento dessa natureza, nós preparámo-lo com seis a sete meses de antecedência. Portanto, quando não tens a garantia antecipadamente, torna-se complicadíssimo gerir. Estivemos quase a desistir, mas o que fica no registo é que, no final, todos os parceiros institucionais e privados compreenderam que Mindelo não podia ficar sem o evento. Entendemos que era melhor repensar o festival, sem retirar a Mindelo este brilho", explicou.
Segundo a organização, devido a constrangimentos financeiros e organizativos, foram canceladas as actividades paralelas, como exposições, workshops, iniciativas de artes plásticas e o Mindel Summer Junior.
Os espectáculos ficam concentrados em dois dias. O Pontão da Marina do Mindelo recebe o primeiro dia do certame, com atuações da Orquestra Sabe Sebim, da Voginha Miles Band e de Kyra Tavares.
Já o segundo dia decorre no palco habitual, na Pracinha do Liceu Velho, com uma programação centrada em músicos nacionais e internacionais.
"Refizemos a nossa proposta e tentámos, de uma forma condensada, incluir todas as valências que o festival costuma apresentar. Portanto, normalmente, temos o MS Júnior e a pré-abertura no Pontão de Marinha. Habitualmente, realizamos também dois dias na Pracinha do Liceu Velho. Este ano, teremos um dia no Liceu Velho, com o mesmo Jazz Village, a mesma qualidade e as mesmas referências internacionais e locais".
Para sexta-feira, na Pracinha do Liceu Velho, são esperados nomes como o projeto Matos Trio, formado por Carlos Matos, Andu e Elias, e a banda Pret & Bronk, composta por Kalu Angel, Buna, Ivan, Elias e Zé Carlos.
O festival encerra com a actuação da banda internacional de jazz liderada pelo baixista brasileiro Munir Hossn, que regressa a São Vicente para apresentar o seu novo trabalho, “Elas”, num encontro que alia a sua identidade musical às sonoridades do jazz contemporâneo.
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