A 42.ª edição do Festival da Baía das Gatas realiza-se entre 6 e 9 de agosto, com quatro dias de programação musical. O arranque está marcado para quinta-feira, às 21h30, com o brasileiro Léo Santana. Na sexta-feira, a partir da mesma hora, sobem ao palco o Encontro de Vozes, Cabo Verde Show, Dieg e Ferro Gaita.
O programa de sábado inclui o Carnaval de Mindelo, Hélio Batalha, Garry e Tiken Jah Fakoly, também a partir das 21h30. No domingo, o encerramento começa mais cedo, às 18h30, com actuações de Black Side, Lisandro Cuxi e MC Cabelinho.
A Câmara Municipal de São Vicente (CMSV) garante que a montagem do recinto se encontra na fase final. “Já está tudo praticamente preparado. Estamos a dar os últimos retoques. O palco já está, estamos na montagem dos equipamentos de som, as barracas estão praticamente todas montadas e estamos a fazer a montagem dos balaios. As roulottes já estão a chegar e a ser instaladas. Digamos que, até quarta-feira de manhã, tudo ficará pronto para o festival”, afirma o vereador José Carlos da Luz.
Segundo o autarca, foram disponibilizadas 86 barracas, todas já ocupadas, além de espaços para 32 balaios e 18 roulottes, igualmente distribuídos. Os preços mantiveram-se em relação ao ano passado. Os comerciantes que já tinham adquirido espaços para a edição de 2025, posteriormente cancelada, conservaram o direito de ocupação e foram os primeiros a ser contactados este ano.
A preparação envolve a Polícia Nacional, os bombeiros, as Forças Armadas, a Cruz Vermelha e outras entidades públicas e privadas, com medidas definidas para o trânsito, o estacionamento e a segurança do recinto.
O regresso do festival ocorre um ano depois da tempestade Erin, que levou ao cancelamento da edição de 2025.
“Traz um suspense, tendo em conta o que aconteceu no ano passado. Este ano escolhemos uma data um pouco mais cedo, mas é lógico que ficamos sempre com aquele suspense sobre a possibilidade de acontecer alguma coisa”, reconhece o vereador.
A composição do cartaz ficou igualmente condicionada pelos compromissos assumidos antes do cancelamento. “Foi o cartaz possível. Já tínhamos compromissos com alguns artistas do ano passado. Tivemos que honrar o compromisso porque, no ano passado, não puderam actuar e já tinham recebido parte do contrato”, explica José Carlos da Luz.
Comerciantes
A montagem das barracas começou vários dias antes do festival. Valdir Santos, que participa há vários anos, instalou-se na Baía das Gatas no final da semana passada e prevê permanecer no local até depois do encerramento.
“Comecei a montar na sexta-feira. Desde sábado estou cá. Os meus amigos passam por cá para me visitar. Faço grelhados, o pessoal vem comprar e, depois do festival, talvez volte para a cidade na terça-feira. Vou aproveitar para tomar uns dois banhos de mar”, diz.
Segundo o comerciante, o valor cobrado pela Câmara Municipal é acessível, mas a ligação eléctrica custa perto de dez mil escudos para os quatro dias do festival e nem sempre é feita com a antecedência desejada.
Os custos também são referidos por Angelino Lopes, que esta segunda-feira à tarde ultimava a organização da barraca.
“Tivemos um pouco de sobrecarga porque as coisas estão a ficar mais caras a cada dia. Esperávamos que a Câmara Municipal de São Vicente nos alugasse estes lotes mais baratos, mas agora é trabalhar e garantir que terminamos o festival com nota positiva”, afirma.
O comerciante reconhece dificuldade em encontrar trabalhadores. Parte da equipa habitual deixou de estar disponível.
Campistas
A Baía das Gatas volta assim a ganhar o ambiente de todos os anos. É uma forma de estar que torna o festival uma experiência única. Trata-se de uma tradição feita de praia, família e convívio.
Há quase uma semana instalada, Marly Dias mantém essa tradição. Antes da chegada da maior parte dos festivaleiros, aproveita a tranquilidade, a brisa marítima e o ambiente ainda pouco movimentado.
“Está fresco, ta sab, e há uma paz enorme. É o pessoal vir aproveitar esta paz, a brisa do mar e este calorzinho, antes de a praia começar a encher com os festivaleiros”, comenta.
Depois do cancelamento da edição do ano passado, Marly espera bom tempo e um festival à altura da tradição.
Já Dânia Monteiro regressa à Baía das Gatas depois de vários anos sem acompanhar o festival.
“Espero que tudo corra bem, que haja muito civismo e que mantenhamos a imagem, o nome e a história do festival”, ambiciona.
As portagens para acesso de viaturas deverão começar a ser vendidas na manhã desta quarta-feira, uma decisão que a Câmara justifica com a intenção de reduzir o risco de contrafacção.
Léo Santana na abertura
Léo Santana é o nome maior desta edição do Festival Baía das Gatas. Ligado à música baiana, é conhecido como “Gigante” (ou não tivesse 2 metros de altura). É o idealizador do Baile da Santinha e comanda projectos como o “Bloco Vem com o Gigante”, um dos mais tradicionais do Carnaval de Salvador.
O canal de Léo Santana no YouTube ultrapassa 3 mil milhões de visualizações e reúne 4,7 milhões de subscritores. Actua já esta quinta-feira, a partir das 21h30.
homepage








