A apresentação integra a programação da 34.ª Quinzena de Dança de Almada, International Dance Festival, no âmbito da Plataforma Coreográfica Internacional Programa 1.
Numa nota enviada, Djam Neguin relata que o espetáculo contará com a interpretação e cocriação de Suaila Lima e Djacky Évora, e tem como ponto de partida a mazurca cabo-verdiana, expressão coreográfica e musical marcante do arquipélago, transformando-a num campo de investigação sobre o corpo, a memória, a tradição e a identidade.
“Partindo do papel basilar das mulheres na preservação e transmissão das danças tradicionais em Cabo Verde, a obra aborda a mazurca como um ‘arquivo vivo’ sujeito a desconstrução e reinvenção”, descreve.
O espectáculo, conforme o coreógrafo articula património e especulação futurista, aproxima a tradição dos imaginários do afrofuturismo e perspectiva o género enquanto território em contínua mutação.
A estreia nacional de “Fêma” insere-se num programa que reúne criadores e companhias de geografias como a Bélgica, Espanha, Países Baixos, Macau e África do Sul, proporcionando um diálogo entre a produção artística de Cabo Verde e as correntes internacionais da dança contemporânea.
Na língua cabo-verdiana, a palavra “Fêma” significa “mulher”, "sendo convocada na obra não como uma definição rígida, mas como um ponto de partida para questionar as representações e papéis atribuídos historicamente ao corpo feminino".
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