Orlandinho Mascarenhas

PorLeonardo Cunha,3 jul 2020 7:26

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Esta semana optei por destacar uma individualidade que está há muito tempo ligado ao desporto Cabo-verdiano. O motivo deste tema relaciona-se com a liderança. Será certamente uma abordagem diferente à que normalmente escrevo, pois é muito personificada.

Para muitos, o nome de Orlandinho Mascarenhas não é desconhecido e é sinónimo de competência, espírito de sacrifício e devoção ao país que o viu nascer. Existe uma obrigação moral de todos nós de não deixar com que certas pessoas possam cair no esquecimento devido ao inevitável passar do tempo.

Estou ciente que muitas outras pessoas merecem igual destaque por tudo o que fizeram ao serviço de Cabo Verde através do desporto. Contudo, correndo o risco de ser injusto, a pessoa que trago hoje para o holofote é um homem de bastidores. O facto de assim atuar, corre risco acrescido de não ter o seu merecido destaque.

A quem faço referência hoje, é o atual diretor do Estádio Nacional de Cabo Verde. Uma pessoa de coração puro e que tem um amor e dedicação enorme ao desporto. Ele usa constantemente o desporto para alavancar o desenvolvimento de Cabo Verde. A sua formação de base foi em Educação Física e Desporto e fez igualmente o Mestrado em Administração Desportiva no Brasil. Isso permitiu ter as competências profissionais de elevado grau para o exercício merecido das suas atuais funções. Contudo, o que o distingue são as qualidades necessárias à liderança no desporto que o faz um exemplo de sucesso.

Como ativista desportivo, além da sua mais recente função de diretor do Estádio Nacional (que engloba igualmente a gestão do pavilhão Váva Duarte e do Centro de Medicina Desportiva), tem também no seu currículo a passagem como Secretário-geral do Comité Paralímpico de Cabo Verde. Além disso, é o diretor-geral da mais notável equipa nacional de Atletismo de Trail — A Cabo Verde Team Emicela. Podemos ver a sua presença nos mais elevados patamares do desporto nacional quando acompanhou a equipa paralímpica no Rio2016 na qualidade de chefe de missão (daqui resultou a inédita medalha de bronze de Gracelino Barbosa). Igualmente, foi o dirigente cabo-verdiano que acompanhou em 2015 o medalhado de ouro do mundo de atletismo Paralímpico de lançamento de dardo — Márcio Fernandes.

De uma forma afável, tenho por hábito de chamar-lhe o “Homem Desporto”. Costumo igualmente dizer que o perfeito plano de ação de desenvolvimento do desporto seria ter um clone do Orlandinho em cada município do país. Esta afirmação deriva do facto de ele personificar as qualidades necessárias de um bom líder que foram compiladas por Daniel Wang de acordo com o modelo do Loopring Protocol.

As qualidades necessárias de um bom líder são o (1) entusiasmo sincero, a (2) integridade, a (3) capacidade de comunicação, (4) lealdade, (5) capacidade de decisão, (6) competência de gestão, (7) empoderamento e (8) carisma. Facilmente com as provas dadas do seu trabalho, podemos encontrar exemplos práticos destas qualidades nas suas ações. Seja pelo seu sorriso constante, vontade de vencer, respeito pelo próximo, inspiração pelo exemplo, provas dadas nas metas conquistadas como fruto do seu árduo trabalho.

Felizmente ainda temos o Orlandinho com a vitalidade de há 30 anos atrás, sempre na procura de novos desafios. Isso demonstra que ainda é uma grande mais-valia para Cabo Verde. Da minha parte sinto inspiração e um conforto pela oportunidade de fazer justiça nesta pequena homenagem num singelo texto que escrevo.

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Autoria:Leonardo Cunha,3 jul 2020 7:26

Editado porSara Almeida  em  3 jul 2020 21:58

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