Na sua primeira participação nos maiores jogos desportivos do mundo, o atleta amputado de uma perna, lançou 33.07 metros na prova de dardo F-57, pelo que superou a sua marca anterior que era de 32,68 metros, razão pela qual terminou a prova entre os dez melhores lançadores nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020, ainda que tivesse sido insuficiente para passar a segunda fase.
“Foi um desafio enorme desde a preparação para este evento, com muita entrega e dedicação, houve momentos de muitas incertezas, mas a persistência falou mais alto, pois existia um sonho pelo qual lutei e dediquei todos os dias”, revelou o atleta na sua página na rede social.
Doravante, afiançou que tem “um desafio enorme pela frente”, isto é, “continuar a seguir forte, dedicando para que nas próximas competições possa ter uma melhor performance”, convicto na sua capacidade para “mais uma vez fazer ouvir o grito “kriolo”.
Disse, entretanto, esperar que “sejam reunidas as condições exigidas para melhorar essa marca”.
Marilson Semedo aproveitou o momento para endereçar palavras de gratidão, especialmente a sua treinadora Mariela Pita Aliaga, ao técnico Paulo Tavares, ao Rui Raposo pelo apoio incondicional na parte atlética em Lisboa e a todos assim como amigos, familiares, amantes do desporto e entidades que fizeram com que essa participação fosse especial.