A competição, que decorreu na ilha do Sal entre 16 e 21 de Fevereiro, esteve condicionada durante grande parte do dia pela instabilidade do vento, obrigando atletas, organização e público a aguardar praticamente até ao anoitecer para a realização das baterias decisivas.
Na primeira semifinal, depois de várias horas de espera por condições favoráveis ao vento e às ondas, o brasileiro Sebastian Ribeiro enfrentou o italiano Gabriel Benetton.
Apesar das condições exigentes, Ribeiro conseguiu executar as “melhores manobras” e garantiu a vitória, assegurando presença no topo do pódio.
Já na segunda semifinal, o australiano James Carew mediu forças com o cabo-verdiano Matchu Lopes, atleta que compete com a bandeira de Espanha.
Carew acabou por levar a melhor, numa bateria marcada pelo vento fraco e pela dificuldade em manter a consistência das performances.
Sem tempo e condições meteorológicas para a realização da final, a organização decidiu atribuir o primeiro lugar “em igualdade” aos vencedores das semifinais.
Em declarações à Inforpress, James Carew considerou que foi “uma sorte” conseguir competir no último dia.
“Tivemos algumas boas ondas. Ponta Preta é um lugar incrível, uma onda de nível mundial. É muito bom terminar o evento em alta”, afirmou o atleta, acrescentando que o seu próximo objectivo é preparar-se para a próxima etapa do circuito, prevista para Sylt, na Alemanha.
Também satisfeito, Sebastian Ribeiro destacou que o foco permanece no trabalho e na preparação contínua.
“O objectivo é sempre o mesmo, treinar bastante, chegar confiante e lutar pelo topo do pódio, mesmo com tantos atletas de alto nível”, disse.
Por sua vez, Matchu Lopes, que ocupa o segundo lugar do pódio juntamente com o italiano Gabriel Benetton, reconheceu as dificuldades encontradas na água, sobretudo devido à diminuição do vento nas últimas baterias.
O atleta afirmou ter encarado a prova como um momento de diversão e aprendizagem, sublinhando que a competição faz parte de um processo de evolução.
Após a etapa do Sal, Lopes pretende regressar à ilha da Boa Vista para continuar projectos ligados à formação de jovens e actividades comunitárias ligadas ao kitesurf.
A etapa do Circuito Mundial de Kitesurf do Sal 2026 voltou a confirmar a ilha do Sal, em particular a praia de Ponta Preta, como um dos destinos de referência mundial para a prática do kitesurf de ondas, reunindo alguns dos melhores atletas internacionais da modalidade.
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