A eliminação dos direitos especiais que o Estado, enquanto accionista, detém no Banco Comercial do Atlântico (BCA) vai dominar a assembleia-geral ordinária desta instituição bancaria, que se realiza terça-feira, na Cidade da Praia.
O presidente desta instituição financeira, António de Castro Guerra, disse à Inforpress, que a reunião tem como finalidade alterar os estatutos da sociedade em consequência do decreto-lei nº 67/2014 de 16 de Dezembro, que elimina os direitos especiais que o Estado, enquanto acionista, detém no banco.
“Vamos adaptar os estatutos a nova categoria de acções que acabam de ser transformadas depois da publicação do Dcereto-Lei e que estão ser transacionadas no mercado”, indicou.
Este encontro, que se realiza uma semana depois do anúncio da venda das acções do Estado naquela instituição financeira, tem como outro ponto da ordem do dia, a ractificação pela assembleia geral da decisão de cooptação do novo vogal do Conselho de Administração da Sociedade.
O Estado tem a venda, neste momento, 132.476 acções da sua participação no BCA, correspondendo a 10 por cento do capital social desta instituição financeira.
O preço de aquisição de cada acção é de 3.504 escudos, correspondendo a última avaliação feita e se encontra dentro dos limites dinâmicos relativamente a cotação dos últimos seis meses, explicou o presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC), Manuel Lima.
A oferta é dirigida ao público em geral e a ordem de subscrição das acções pode ser dada, em qualquer agência dos bancos comerciais existentes no país durante o período da operação que decorre de 26 de Janeiro a 16 de Fevereiro próximo.
Os resultados serão apurados no dia 19 de Fevereiro de 2015 em sessão especial de apuramento, na BVC.
As ações são escriturais, ao portador têm o valor nominal de 1.000 escudos cada e estão admitidas à negociação na BVC, sendo transacionadas sob o símbolo “BCA”.
Em declarações à imprensa, o director geral do Tesouro, Carlos Furtado, disse que esta iniciativa vem ao encontro do plano estratégico do Governo, que decidiu retomar o processo de privatizações e parcerias público-privadas, alienando, as participações da sua carteira de investimentos consideradas acessórias.
“Tendo em conta que a própria regulamentação do sector já se encontra muito mais consolidada, o Governo entendeu que há condições efectivas para alienar as participações acessórias que o Estado ainda detém em algumas entidades”, afirmou.
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