UCCLA sugere criação de banco para potenciar desenvolvimento na CPLP

PorExpresso das Ilhas, Lusa,20 abr 2018 6:49

Vitor Ramalho
Vitor Ramalho

​O secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) sugeriu quinta-feira, na cidade da Praia, a criação de um banco de todos os países de língua portuguesa, para potenciar a cooperação e o desenvolvimento.

"É importante reforçarmos a componente económica. Essa componente económica será dificilmente alcançada se não houver a constituição de uma instituição financeira, um banco de todos os nossos países, que alavanque a cooperação para o desenvolvimento de cada um deles", sugeriu Vítor Ramalho.

O secretário-geral da UCCLA falava à imprensa, na cidade da Praia, à margem do arranque do VIII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, que junta na capital cabo-verdiana uma dezena de escritores.

Para Vítor Ramalho, a constituição de um banco de todos os países é um hoje "absolutamente fundamental", apesar das condicionantes financeiras de alguns países.

"É fundamental que países com situações financeiras diversas cheguem a esse compromisso. Não há investimentos sem respostas de instituições financeiras e a CPLP não as tem. As outras estruturas internacionais homólogas têm essas estruturas e devemos criá-la", mostrou.

Nas declarações à imprensa, o secretário-geral da UCCLA abordou ainda presidência rotativa da CPLP, que Cabo Verde vai assumir a partir de 01 de janeiro de 2019, considerando ser "extraordinariamente positivo".

A presidência de Cabo Verde será ratificada em Julho, quando o país acolher a cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, na ilha do Sal.

Vítor Ramalho disse esperar que durante a cimeira se possa dar um "salto qualitativo" a nível político na CPLP, comunidade que exprime a quarta língua mais falada no mundo, em que os países estão em todos os continentes e outros com boa localização estratégica.

"É muito importante que haja um salto qualitativo de natureza política na CPLP. É mesmo imprescindível a todos os títulos", reforçou o dirigente associativo lusófono.

Para Vítor Ramalho, o salto qualitativo na CPLP significa os países caminharem para a mobilidade dos cidadãos, abolindo limitações que ainda existem ainda, como os vistos.

A cimeira decorrerá sob o lema "Cultura, Pessoas, Oceanos" e deverá ter como uma das discussões políticas centrais a questão da circulação e mobilidade no espaço lusófono.

O secretário-geral da UCCLA disse também que já é altura de a CPLP ter um estatuto do cidadão lusófono, o que já foi aprovado, mas que não entrou em vigor em muitos países.

Sete chefes de Estado, além do anfitrião Cabo Verde, já confirmaram a presença na cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), agendada para 17 e 18 de julho, na ilha do Sal.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,20 abr 2018 6:49

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  20 abr 2018 19:16

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