BAD concede empréstimo de mais de dois milhões de contos a Cabo Verde

PorExpresso das Ilhas, Lusa,19 jul 2018 7:09

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou quarta-feira a concessão de um empréstimo de 2.2 milhões de contos a Cabo Verde para financiar a primeira fase do Programa de Competitividade do Sector Privado e Desenvolvimento Económico Local.

O objectivo do programa passa por estimular o sector privado e as entidades locais daquele país, para que possam contribuir mais para o crescimento económico e criação de emprego.

"O Banco Africano de Desenvolvimento está activo em Cabo Verde. A maioria das actividades económicas no país é conduzida por pequenas empresas informais. O governo investiu fortemente nas infra-estruturas do país nos últimos anos e o desafio agora é permitir que o sector privado os utilize para o crescimento, criação de empregos e redução da pobreza", pode ler-se no comunicado.

A carteira do Banco de Cabo Verde incluiu 11 operações num montante que rondava os 11 milhões de contos no final de Abril de 2018. Um valor que inclui um projecto do sector privado - o Projecto Eólico da Cabeólica, avaliado em cerca de 1.4 milhões de contos.

O sector da Tecnologia, Informação e Comunicação é líder, representando 32,7%, seguido pelo dos Transportes (29,7%), Governança (22,7%), Energia (10,4%), Social (1,6%), água e saneamento (0,8%).

O programa presta especial atenção ao sector privado nacional, aproveitando as vantagens competitivas de cada uma das ilhas do país, procurando garantir a distribuição espacial das oportunidades económicas.

O BAD alertou na mesma nota que Cabo Verde enfrenta vários desafios que podem dificultar o seu crescimento económico a médio prazo.

"O país enfrenta uma série de restrições estruturais relacionadas com a pequena escala do seu mercado interno, a fragmentação do país em várias ilhas e a recursos naturais modestos sobre os quais as autoridades têm pouco ou nenhum controlo. Além de desafios estruturais e questões relacionadas ao meio ambiente, as autoridades precisam de controlar os níveis de endividamento e melhorar a gestão das empresas públicas e os grandes projectos de investimento público", refere o banco.

O director do departamento de Governança do BDA, Abdoulaye Coulibaly, citado no comunicado, destacou o impacto global do programa que impulsionará a competitividade do sector privado de Cabo Verde: “Através de um processo bem coordenado com outros parceiros, o Banco colocou a ênfase no aumento da competitividade e, ao mesmo tempo, assegurou que a distribuição espacial de oportunidades económicas resultantes das reformas fosse uniformizada em todas as ilhas, para garantir a inclusão".

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,19 jul 2018 7:09

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  19 jul 2018 15:04

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