De acordo com os dados que do 'EY Financial Services Brexit Tracker', 95 de um total de 222 empresas desta área (43%) resolveram levar pelo menos uma parte das suas operações britânicas para outros países europeus, sendo que estes planos, em Outubro, já tinham afectado 7.500 empregos, um número que cresceu agora para 7.600.
A consultora revelou ainda que 24 dos maiores grupos desta área (bancos, seguradoras e gestoras de activos e fortunas) já transferiram ou anunciaram a intenção de transferir activos do Reino Unido para a Europa, devido ao 'brexit'.
De acordo com os mesmos dados da EY, o impacto negativo da saída da União Europeia (UE) ainda está a ser sentido neste sector, com 26% das companhias (57 de 222) a declararem publicamente que o 'brexit' está a ter ou vai ter um impacto negativo no seu negócio, um valor que cresceu face às 49 empresas de janeiro de 2020.
A EY destacou ainda que desde Dezembro de 2020 várias empresas do sector pediram clarificação sobre o futuro regulatório e medidas para assegurar que o país se mantém competitivo.
De acordo com a consultora, as zonas mais escolhidas para a relocalização por estas sociedades são Dublin, Luxemburgo e Frankfurt.
Omar Ali, 'partner' da EY para este segmento e região do mundo, disse ainda assim, que "os dias das grandes vagas de relocalização de activos e empregos parecem ter passado e devem ser substituídos por movimentos contínuos, mas mais lentos" em direção à Europa.
O mesmo responsável, citado no comunicado da EY, indicou que "a fragmentação dos mercados de serviços financeiros só irá beneficiar os EUA e a Ásia".