Italianos investem mais de 1 milhão de contos em resort na Boa Vista

PorExpresso das Ilhas, Lusa,28 abr 2021 9:42

Investidores italianos pretendem construir um ‘resort’ com 147 suítes na ilha da Boa Vista, criando 88 postos de trabalho, num investimento privado de 12,6 milhões de euros (1.389.340.000 CVE), segundo informação oficial do Governo.

A informação consta de um despacho conjunto dos ministros do Turismo e Transportes e das Finanças, de 27 de Abril e consultado hoje pela Lusa, atribuindo ao “The Lagoon Resort” o estatuto de Utilidade Turística de Instalação em Sal Rei, ilha da Boa Vista, promovido por investidores italianos.

De acordo com o despacho governamental que atribui este estatuto, que dá acesso a benefícios fiscais à instalação por parte dos promotores, o investimento envolve a construção de um empreendimento hoteleiro composto por 147 suítes, 162 camas, dois restaurantes, uma sala de dança e um SPA, entre outros espaços, numa área total de 12.345 metros quadrados.

“Com o ‘target’ direccionado para jovens adultos, pretende-se com este projecto oferecer um serviço de qualidade com experiência única, oferta diversificada, proporcionando momentos de relaxamento e diversão conjugado com menus gastronómicos variados e atividades culturais num espaço acolhedor, tornando-se bastante competitivo no mercado. Os visitantes poderão desfrutar de uma estadia completa por um preço médio de 70 euros por noite”, explicam os promotores.

Com este investimento, eleva-se a praticamente 1.100 milhões de euros e cerca de 8.600 postos de trabalho os contratos de promotores privados, em hotelaria e turismo, fechados com o Estado cabo-verdiano desde abril de 2020, já depois do início da pandemia de covid-19. Envolve o Radisson Praia e o Mélia Lusofonia, dois megaempreendimentos cujo investimento foi contratado no final de março, e dois hotéis de cinco estrelas da cadeia Marriot, além de 23 investimentos com estatuto de utilidade turística, de acordo com dados oficiais compilados pela Lusa.

O presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde, Gualberto do Rosário, garantiu em Março, em entrevista à Lusa, que os empresários não deixaram de investir, apesar do forte impacto da pandemia, esperando um crescimento ainda mais pujante no sector a curto prazo.

“Uma vez resolvida a questão da pandemia, admito que o sector retome a normalidade, eventualmente até com outra pujança, esperemos, como vinha crescendo. Os empresários de uma forma geral, tanto os nacionais como os investidores externos, percebem que é assim e estão a preparar-se para a retoma”, afirmou o responsável, embora admitindo que a maioria dos hotéis em Cabo Verde permanece encerrada, devido aos impactos da covid-19.

O turismo representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde, mas o sector está praticamente parado desde final de março de 2020, devido às restrições às viagens, impostas para conter a transmissão de covid-19, após o recorde histórico de 819 mil turistas em 2019.

Em 2020, o sector perdeu mais de 600 mil turistas, uma quebra superior a 70% face ao ano anterior.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,28 abr 2021 9:42

Editado porSara Almeida  em  29 abr 2021 11:27

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