“A proposta visa financiar a aquisição de 59,81% do BCA à Caixa Geral de Depósitos, bem como a potencial aquisição de participações minoritárias através da bolsa de valores”, detalhou o braço do Banco Mundial que financia o setor privado, numa nota consultada hoje pela Lusa.
A proposta vai ser discutida pela administração do IFC a 23 de março.
A compra do BCA custou 82 milhões de euros e foi concluída a meio de janeiro, passando o banco cabo-verdiano para as mãos do grupo com sede no Burkina Faso.
Agora, o IFC anuncia abertura para liderar a mobilização deste empréstimo, justificando-o com a “promoção de crescimento económico inclusivo em Cabo Verde, com o grupo Coris a partilhar a experiência em serviços focados nas micro, pequenas e médias empresas [MPME]”.
O investimento proposto pela IFC consiste num empréstimo sénior a cinco anos até 100 milhões de dólares, incluindo a mobilização de até 60 milhões de dólares (51 milhões de euros) junto de credores paralelos.
“O projeto deverá alargar o acesso ao crédito em Cabo Verde, onde, apesar de um setor bancário robusto, uma parcela significativa dos depósitos ainda não foi convertida em empréstimos produtivos”, lê-se na nota do IFC.
O IFC prevê uma “redução do fosso de financiamento das MPME, estimado em 270 milhões de dólares [230 milhões de euros]”, através da transferência do modelo de negócio da Coris para o recém-adquirido BCA.
Por outro lado, a instituição acredita numa “aumento da competitividade do setor financeiro em Cabo Verde, incrementando a diferenciação de produtos e melhorando os processos de gestão de risco”.
O grupo Coris está sediado no Burkina Faso e marca presença também na Costa do Marfim, Mali, Togo, Benim, Senegal, Guiné, Níger e Guiné-Bissau.
O BCA é um dos dois bancos de “elevada importância sistémica” em Cabo Verde, a par da Caixa Económica, de acordo com o banco central do arquipélago.
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