Em declarações à RCV, João Santos explicou que a suspensão resulta de factores externos, nomeadamente às cheias que afectaram a zona de Leiria, de onde são importados os ovos férteis para incubação em São Vicente.
“Emitimos esse comunicado para alertar os consumidores. Aconteceu porque nós importamos ovos férteis para serem incubados aqui em São Vicente, no nosso centro de incubação, e os ovos têm origem no distrito de Leiria”, afirmou.
Segundo o responsável, o impacto da situação será sentido durante cerca de três semanas, devido ao ciclo natural de incubação e crescimento dos pintos.
“Leva o seu tempo para o ovo ser incubado, o nascimento dos pintos e a recria. Houve problemas no fornecimento e vai ter repercussões aqui na nossa produção”, explicou.
Ainda assim, João Santos garantiu que já há sinais de normalização. “Já temos pintos nascidos e com uma semana de idade. É por isso que nós já damos garantias de que no final do mês teremos frango no mercado”, disse.
Durante este período, a empresa admite que poderá haver ruptura temporária no abastecimento. “Nós vamos ter cerca de três semanas com ruptura e achámos por bem que devíamos avisar os consumidores”, acrescentou.
Apesar disso, o PCA da Sociave reforça que não há razões para preocupação e desaconselha o açambarcamento. “Não é motivo de preocupação, até porque o problema está resolvido. É pontual durante essas três semanas. Não precisam de preocupar nem de fazer estoques”, assegurou.
Relativamente aos ovos, a empresa afirma que a situação já está estabilizada, após medidas de emergência.
“Tivemos que reagir rapidamente e alugar um avião para Lisboa para trazer pintos. Introduzimos no mercado mais cerca de 40 mil ovos por dia, mais do que o suficiente para abastecer normalmente”, indicou.
“Queremos manter um diálogo permanente de informação até para evitar especulação, porque sabemos que o ovo e o frango são produtos essenciais, sobretudo num contexto em que o peixe está caro”, concluiu.
De lembrar que no início do ano, Portugal foi atingido pela tempestade Kristin e Leiria foi o concelho mais afectado. A tempestade deixou cinco mortos, rastro de destruição e quase meio milhão de pessoas sem energia.
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