De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), no segundo trimestre de 2026 as exportações nacionais registaram uma diminuição significativa, passando de 2.436 milhões de escudos no segundo trimestre de 2025 para 2.216 milhões de escudos no mesmo período de 2026, o que representa um decréscimo correspondente a menos 220 milhões de escudos.
A Europa manteve-se como o principal destino das exportações cabo-verdianas, absorvendo 94,0% do total exportado, seguida de África (4,2%), América (1,2%) e Ásia e Oceânia (0,6%).
A Espanha lidera o ranking dos principais clientes de Cabo Verde na Europa, representando 61,2% do total exportado para este continente no segundo trimestre de 2026. A Itália ocupa a segunda posição, com 20,6%. Portugal, em terceiro lugar, registou um acréscimo de 2,5 pontos percentuais, passando de 9,5% para 12,0%, enquanto a Gâmbia, na quarta posição, registou um aumento de 1,5 pontos percentuais, passando de 1,4% para 2,9%.
Conforme o INE, Os preparados e conservas de peixes continuaram a ser o principal produto exportado, representando 79,9% das exportações nacionais, seguidos dos vestuários (7,7%) e dos calçados (3,1%). Em conjunto, estes três produtos representaram 90,7% do total das exportações do país.
No período em análise as importações totais de Cabo Verde registaram um aumento de 48,2%, passando de 44 427 milhões de escudos para 65 863 milhões de escudos, o que corresponde a um acréscimo de 21 435 milhões de escudos.
A Europa permaneceu como o principal fornecedor de Cabo Verde, com um peso de 45,3%, seguida da Ásia/Oceânia (21,1%), da África (19,8%), da América (12,5%), e do Resto do Mundo (1,3%).
Portugal manteve-se como o principal parceiro comercial, ocupando o primeiro lugar nas importações, com 24,2% do total importado. Seguiram-se a Nigéria (18,0%), a Índia (10,4%), os Estados Unidos (9,3%), a França (7,1%), e a Espanha (5,3%).
Os combustíveis continuaram a ser o principal produto importado, representando 52,3% do total das importações, seguidos dos veículos automóveis (4,4%), dos reatores e caldeiras (3,7%), das máquinas e motores (2,8%), e do ferro e suas obras (2,5%).
Ainda segundo O INE, comparativamente ao segundo trimestre de 2025, verificou-se que, com exceção dos combustíveis, todos os principais produtos importados registaram uma redução da sua participação no total das importações.
As diminuições mais expressivas observaram-se nas máquinas e motores (de 4,0% para 2,8%), nos reatores e caldeiras (de 4,4% para 3,7%), no ferro e suas obras (de 3,2% para 2,5%) e nos veículos automóveis (de 4,8% para 4,4%), tendo-se igualmente registado reduções nos restantes produtos, como os contentores, carnes e miudezas comestíveis, cimentos, plásticos e suas obras, e gorduras e óleos animais ou vegetais.
A análise das importações por grandes categorias de bens revela que, no segundo trimestre de 2026, todas as categorias registaram um crescimento face ao mesmo período de 2025.
Os combustíveis apresentaram o maior aumento, com uma variação de 95,8%, seguindo-se os bens de capital (36,9%), os bens intermédios (23,9%) e os bens de consumo (8,4%).
Além de registarem o maior crescimento, os combustíveis reforçaram a sua importância na estrutura das importações, representando 52,3% do total importado. Seguiram-se os bens de consumo, com 24,6%, os bens intermédios, com 15,4%, e os bens de capital, com 7,7%. Segundo o INE, o desempenho dos combustíveis explica, em grande medida, o aumento global das importações no período.
No que respeita às reexportações, estas atingiram 12.410 milhões de escudos no segundo trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 53,1% face ao período homólogo de 2025, quando se situaram em 8.105 milhões de escudos.
Como resultado da evolução das importações e das exportações nacionais, o défice da balança comercial agravou-se, passando de 41.991 milhões de escudos negativos no segundo trimestre de 2025 para 63.646 milhões de escudos negativos no mesmo período de 2026, o que representa um aumento de 51,6%.
O INE informou ainda que a taxa de cobertura das importações pelas exportações nacionais fixou-se em 3,4% no segundo trimestre de 2026, menos 2,1 pontos percentuais do que no período homólogo de 2025, quando se situava em 5,5%, reflectindo uma menor capacidade das exportações nacionais para financiar as importações.
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