No total, o BCV recebeu 278 reclamações ao longo de 2025, das quais 245 eram relativas ao setor bancário e 33 ao setor segurador. O número corresponde a uma média mensal de cerca de 23 reclamações.
O setor bancário manteve-se como a principal origem das queixas, representando 88% do total e registando um aumento de 11,87% em relação a 2024.
Já o setor segurador passou de 26 reclamações, em 2024, para 33 no ano passado, traduzindo-se num crescimento de 26,92%.
Entre as matérias mais reclamadas no setor bancário estão as contas bancárias, a fraude, o crédito ao consumo, o internet banking, os cartões de débito e o crédito à habitação.
A categoria “Conta Bancária” liderou as reclamações, com 61 ocorrências. Logo depois surge a fraude, com 25 reclamações e um crescimento de 150% face ao ano anterior.
Para o BCV, a evolução deste tipo de queixa reflete os desafios associados à crescente digitalização dos serviços financeiros e à segurança dos canais digitais.
No que diz respeito às reclamações bancárias sobre matérias da competência do BCV, o BCA concentrou o maior número absoluto de queixas, correspondendo a 49% do total. Seguem-se o BI, com 19%, e a CECV, com 16%.
O Banco Central ressalva, contudo, que estes números devem ser analisados em conjunto com indicadores relativos à dimensão da base de clientes de cada instituição, nomeadamente o número de contas bancárias ativas, para permitir uma avaliação mais equilibrada da incidência das reclamações.
No âmbito da supervisão comportamental, o BCV adotou, em 2025, 25 medidas de supervisão destinadas a corrigir desconformidades e reforçar os deveres de conduta das instituições financeiras. Deste total, 15 foram recomendações e 10 determinações específicas.
O Banco Central analisou ainda nove propostas de alteração de preçários, verificando o cumprimento dos requisitos regulamentares e a adequação da informação disponibilizada aos consumidores financeiros.
O acompanhamento das reclamações resultou também na restituição de 3.154.582 escudos aos consumidores, evidenciando, segundo o BCV, a importância deste mecanismo enquanto instrumento de proteção dos clientes do sistema financeiro.
Na área da educação financeira, o BCV deu continuidade às iniciativas previstas no Plano Nacional de Educação Financeira, incluindo a Global Money Week, a Semana da Poupança e o projeto “Educação Financeira Fácil para Todos”. As ações abrangeram 879 participantes, entre crianças, jovens e adultos.
Foto: dpeositphotos
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