Hoje é dia de Expresso das Ilhas. Destaques da Edição 832

PorAntónio Monteiro,8 nov 2017 2:31

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Nesta edição, o Expresso das Ilhas faz manchete com a reportagem sobre a seca em Santiago: Ai se em Novembro chovesse. Longe dos tempos em que um ano de seca significava a calamidade das mortandades ditadas pela fome e a emigração massiva para fora do país, ainda assim o país enfrenta nos próximos tempos desafios impostos pelo mau ano agrícola que veio deixar milhares de famílias em situação de vulnerabilidade. Parceiros internacionais já anunciaram apoio ao governo para implementação do seu plano de emergência. No interior de Santiago onde estivemos, e em outros pontos do país, a população pede urgência na ajuda pois o gado está moribundo e perde valor a cada dia, e os jovens cada vez mais olham para a capital como única saída.

 

 

Também neste número, 100 anos da revolução russa pelos olhos de Cabo Verde. Há um século a Revolução Russa mudava o panorama político mundial. O fim da monarquia e, mais que isso, a implementação do comunismo teve ondas de choque que se repercutiram por todo o século XX. Entrevistados pelo Expresso das Ilhas, Manuel Faustino, Corsino Tolentino e Aquilino Varela dão um olhar cabo-verdiano à Revolução de Outubro.

TACV levanta voo nas asas da Icelandair, é outro dos destaques. Continua o processo de reestruturação, triagem de trabalhadores e resolução da dívida para que a transportadora aérea cabo-verdiana consiga avançar para a privatização. Para já, está garantida a continuação das operações com a chegada de dois aviões da Icelandair – a empresa parceira – e outras duas aeronaves são esperadas para a primeira metade de 2018.

Reunião magna confirmou António Monteiro e afastou Lídio Silva: Estalou o verniz na UCID. Sem surpresas, o XVII Congresso da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) terminou com a mais que provável reeleição de António Monteiro como presidente do partido. Mas em São Vicente, o último fim-de-semana não foi pacífico nas hostes democratas-cristãs. Ex-dirigente e um dos fundadores da UCID, Lídio Silva bateu literalmente com a porta, ao abandonar, no sábado, o auditório Onésimo Silveira, sala escolhida para a reunião magna da terceira força política nacional. O histórico cansou-se do “ditador”, palavra que agora usa para classificar Monteiro.

Doing Business 2018: Reformas ainda insuficientes. Cabo Verde é dos países onde ainda não é fácil fazer negócios. Na classificação deste ano do Doing Business – o relatório do Banco Mundial saiu na semana passada – o arquipélago ocupa o 127º lugar entre 190 economias do mundo inteiro. Longe ainda da meta traçada pelo governo, de ter o país no top 50 do ranking.

Na cultura, José Graça apresenta esta quinta-feira, na Biblioteca Nacional, na Praia, dois livros de poesia bastante distintos tanto na forma como no conteúdo, Centelhas de Sol e Grano(luz). Na primeira obra, apesar, ou justamente por privilegiar micropoemas, o autor quer surpreender e despertar a reflexão no espírito do leitor. Já “Grano(luz)”, é um livro em que cada poema representa uma vivência, uma situação afectiva, uma experiência ou um momento, em concreto. Como escreve o prefaciador deste livro Javier Dámaso Vicente Blanco, “Grano(luz)”, traduz o amor, a vida e a insularidade, de um modo geral. Em comum tem os dois livros a comunhão de duas teses antagónicas. Ou, como diz José Graça, estão “a meio caminho entre aquilo a que Platão denominava de “inspiração divina”, e o que  Edgar Poe preferia chamar de pura matemática”. 

No interior, a opinião de César Monteiro, Luís Lima: uma vida sofrida compondo Cabo Verde; de Silvino Lima, Mónaco dos Trópicos /Riviera Crioula; e de Airton Ramos, Romeu ma Julieta: Uma tragédia – “genuinamente” – crioula.

 

 

 

 

 

 

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Autoria:António Monteiro,8 nov 2017 2:31

Editado porAntónio Monteiro  em  8 nov 2017 2:38

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