Edição 1100

PorExpresso das Ilhas,28 dez 2022 0:02

​Dedicamos a última edição do ano à retrospectiva dos principais acontecimentos de 2022 e à análise, por um painel de convidados, deste ano que nos deixa, e seus impactos no ano que vai começar.

A menos de uma semana do início do novo ano, o Expresso das Ilhas traz a leitura de um conjunto de personalidades de diversos quadrantes políticos, sociais e económicos, do ano de 2022, e uma antevisão de 2023, num momento marcado pela guerra na Ucrânia, pela escalada dos preços e por muitas incertezas quanto ao futuro próximo. As deputadas da Nação Carla Lima, Isa Miranda e Zilda Oliveira trazem-no o seu olhar do que foi o ano parlamentar e os analistas António Ludgero Correia, Manuel Faustino, António Baptista, Paulino Dias e Redy Lima fazem o retrato, nas áreas das suas especialidades, do que foi 2022 e perspectivam os desafios para o novo ano.

A Política fez-se sob o signo da Mobilidade, dívida, congressos partidários, manifestações, mudanças ministeriais. O ano político cabo-verdiano foi tudo menos monótono e fica ainda marcado pela condenação do ex-deputado Amadeu Oliveira a sete anos de prisão pelos crimes de atentado contra o Estado de direito e um dos crimes de ofensa a pessoa colectiva.

Um saltinho a São Vicente, para um balanço local, que nos mostra que este foi “o ano do desentendimento". Na ilha, de nenhum outro assunto se terá falado tanto, em 2022, como da crise política na Câmara de São Vicente. Mas o ano também fica aqui marcado pelo julgamento de Amadeu Oliveira, pelo arranque das obras no Terminal de Cruzeiros e inauguração do CNAD.

Na secção de Economia, 2022 foi o ano da continuação das crises. Parece que a palavra crise não sai do dia-a-dia e este foi o ano da inflação galopante – principalmente nos cereais e nos combustíveis, por causa da guerra na Ucrânia – e da retoma ainda abaixo do esperado. Mas foi também o ano da concessão do serviço público aeroportuário ao grupo Vinci. O ano em que se estabeleceram as próximas privatizações e o ano em que foi apresentado o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável até 2026.

Já na Sociedade o destaque vai para: Liberdade de Imprensa e Saúde. A decisão do Ministério Público (MP) em constituir três jornalistas e dois jornais arguidos, mais a queda de Cabo Verde no ranking Mundial da Liberdade de Imprensa provocou um grande debate na sociedade. Afinal o que é liberdade de imprensa e o que não é? O ano também ficou marcado por episódios que revelaram fragilidades no sector da Saúde.

No plano Internacional este foi “o ano da guerra”. Destacam-se, em 2022, uma boa e uma “grande” má notícia. A boa notícia foi a esperada retoma a alguma “normalidade”, após as restrições da pandemia da covid-19: O mundo voltou às ruas, os eventos culturais saíram do zoom, e o turismo renasceu. A má notícia, em destaque, é a guerra da Ucrânia, com a crise de refugiados provocada e os seus impactos brutais nos preços de quase tudo.

Na cultura, 2022 fica marcado pela retoma (presencial) das actividades culturais, que estavam limitadas, devido a pandemia da COVID-19. Contudo, nem todas tiveram ainda lugar, como foi o caso do esperado Kriol Jazz Festival e do Carnaval. O ano terminou com a chegada do documentário “Cesária Évora” da portuguesa Ana Sofia Fonseca a Cabo Verde, com sete sessões que aconteceram nas ilhas de São Vicente, Santo Antão e Santiago. A modelo cabo-verdiana, Stephany Amado foi eleita Rainha Continental (África) e recebeu a faixa de Primeira-dama de Miss Internacional 2022, num evento que aconteceu no Japão.

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Autoria:Expresso das Ilhas,28 dez 2022 0:02

Editado porSara Almeida  em  28 dez 2022 16:11

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