BCV lança alerta sobre cripto-moedas

PorExpresso das Ilhas,29 mar 2018 15:07

Apesar de em Cabo Verde não existirem sinais de utilização generalizada de cripto-moedas, o Banco Central resolveu emitir o alerta "por as cripto-moedas serem acessíveis online em qualquer parte do mundo, através da Internet e apelarem a investidores mais jovens e vocacionados para a sociedade digital".

Segundo o comunicado emitido pelo banco central, o sistema financeiro nacional não permite trocar moeda virtual por escudos tal como acontece, frisa o BCV, com "a generalidade dos sistemas financeiros europeus e americano. O risco de inconvertibilidade é muito elevado".

Outro risco está na elevada volatilidade dos preços das cripto-moedas. Explica o Banco de Cabo Verde que "nos primeiros três meses de 2018, a “capitalização bolsista” do aglomerado de todas as cripto-moedas desvalorizou cerca de 53%, de um máximo registado de 835 mil milhões para 390 mil milhões de dólares dos Estados Unidos da América. Se os investidores decidirem comprar produtos financeiros baseados em moedas virtuais, ou adquirir moedas virtuais para beneficiar da sua potencial valorização, devem ter consciência de que podem perder uma grande quantidade, ou a totalidade, do dinheiro aplicado", alerta o BCV.

Depois, há também os riscos de segurança inerentes a qualquer operação feita na Internet. O Banco de Cabo Verde explica que a aquisição de moedas virtuais pode ser feita "mediante a compra directa a alguém que as detenha ou através de uma plataforma de negociação. Estas plataformas não são, em regra, reguladas. Até à presente data, registaram-se uma série de casos de encerramento de plataformas de negociação - parte deles devido a acções de pirataria (hacking) levadas a cabo por terceiros".

Outro alerta do banco central: "Os investidores em moedas virtuais devem estar cientes de que as plataformas de negociação não são bancos que recebem a sua moeda virtual através de depósitos. Quando uma plataforma de negociação sofre perdas ou fica insolvente, não existe qualquer mecanismo legal específico de protecção que cubra as perdas de fundos nela detidos, mesmo que a plataforma se encontre registada junto de uma autoridade regulatória nacional".

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Autoria:Expresso das Ilhas,29 mar 2018 15:07

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  29 mar 2018 15:07

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