A sonda Voyager 2 já chegou ao espaço interestelar

PorExpresso das Ilhas,17 dez 2018 7:27

​É o segundo engenho humano (a Voyager 1 já lá chegou) a alcançar a região onde os ventos do nosso Sol esbarram com os ventos de outras estrelas. Ainda assim, as duas sondas da NASA continuam oficialmente - e vão continuar - no nosso sistema solar.

A sonda Voyager 2, lançada em 1977 numa missão concebida para durar apenas cinco anos, tornou-se o segundo objecto de fabrico humano a entrar no espaço interestelar, continuando assim a sua maratona espacial, anunciou esta segunda-feira a NASA. Desde que partiu da Terra, a Voyager 2 já viajou mais de 18.000 milhões de quilómetros.

Dados oriundos de instrumentos a bordo da sonda mostram que, a 5 de Novembro, a Voyager 2 atravessou a fronteira exterior da heliosfera – uma gigantesca bolha de partículas electricamente carregadas produzida pelo nosso Sol. Essa fronteira exterior atravessada pela intrépida sonda chama-se “heliopausa”, um local onde os ventos solares (a bolha de partículas electricamente carregadas produzidas pelo Sol) esbarram com os ventos de outras estrelas, gases e poeiras que impregnam a nossa galáxia, a Via Láctea.

“É novamente uma altura muito entusiasmante na viagem de 41 anos da Voyager 2, desde a exploração de planetas e agora da heliosfera e da entrada no espaço interestelar”, sublinhou Ed Stone, investigador envolvido no projecto da sonda do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, citado pelo jornal Público.

Embora tenham entrado no espaço interestelar, as Voyager ainda não saíram oficialmente do nosso sistema solar, cuja região mais extrema é a Nuvem de Oort, composta por numerosos cometas que ainda se encontram sob a influência da gravidade do Sol. Só daqui a 20 mil anos as duas sondas terminarão a sua passagem pela Nuvem de Oort, continuando a sua viagem pelo cosmos.


Sonda que partiu para descobrir a origem da vida encontrou água em asteroide

O estudo do asteroide Benuu pela sonda OSIRIS-REx tem uma grande importância científica, pois pode dar mais pistas sobre a origem do Sistema Solar e a vida na Terra.

A sonda espacial OSIRIS-REx encontra-se a estudar oasteroide Bennu, desde o início de dezembro, e vai permanecer até março de 2021, estando o seu regresso à Terra previsto para 2023. Considerado vital para a comunidade científica, devido às suas características únicas, os investigadores afirmam que o “rochedo espacial” permite compreender a origem do Sistema Solar e a vida na Terra, através da análise da sua superfície, rica em carbono.

O certo é que os primeiros resultados já estão a aparecer, e no solo composto por moléculas semelhantes às que deram origem à vida no nosso planeta, foi encontrado água na argila, como adianta aNASA.

A Agência Espacial Norte-Americana refere que estes hidroxilos estão espalhados pelo asteroide, misturado em minerais da argila contendo água, significando que a dado momento o material rochoso do Bennu interagiu com água.

“A presença de minerais hidratados espalhados pelo asteroide confirma que Bennu, um dos remanescentes da formação inicial do sistema solar, é um excelente espécime para o estudo da composição dos materiais primitivos voláteis e orgânicos”, destaca a NASA.

Texto originalmente publicado na edição impressa do expresso das ilhas nº 889 de 12 de Dezembro de 2018.

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Voyager NASA

Autoria:Expresso das Ilhas,17 dez 2018 7:27

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  21 jan 2019 14:19

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