Cientistas criam tinta ultra-branca que ajuda a arrefecer as superfícies

PorExpresso das Ilhas,8 nov 2020 11:07

Cientistas criaram uma nova tinta ultra-branca que pode refletir 95,5% da luz solar que chega à sua superfície.

De acordo com o site IFLScience, esta propriedade permite que algo revestido com esta tinta ultra-branca, como, por exemplo, um edifício, arrefeça abaixo das temperaturas do seu ambiente, mesmo sob luz solar directa. Ou seja, uma conquista técnica que pode ajudar no combate ao aquecimento global.

A equipa de cientistas testou a tinta ao longo de dois dias. Quando o Sol estava no seu ponto mais elevado, a superfície coberta pela nova pintura estava, pelo menos, 1,7°C abaixo da dos objectos à sua volta. À noite, ficava 10°C abaixo da temperatura ambiente.

“É uma tarefa persistente desenvolver uma solução de arrefecimento radiactivo que ofereça uma forma de tinta de matriz de partícula de camada única conveniente e de alta confiabilidade”, afirmou, em comunicado, o professor Xiulin Ruan, da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, citado pelo zap.aeiou.pt.

“Isto é algo crítico para a aplicação ampla do arrefecimento radiactivo e para aliviar o efeito do aquecimento global”, acrescenta o investigador, autor do estudo publicado, a 21 de Outubro, na revista científica Cell Reports Physical Science.

A tinta é acrílica com um componente de carbonato de cálcio. A falta de um componente metálico permite que esta seja também utilizada em equipamentos de telecomunicações mantidos ao ar livre, o que ajudaria a mantê-los frescos sem interferir nos sinais.

“A nossa tinta é compatível com o processo de fabrico de tintas comerciais, e o custo pode ser comparável ou até menor. O segredo é garantir a sua confiabilidade para que seja viável em aplicações externas de longo prazo”, acrescentou Ruan.

Segundo o mesmo site, a equipa está, atualmente, a planear investigações sobre a confiabilidade desta tinta em termos de fatores ambientais. Será exposta à luz ultravioleta, poeira, água e detergente, além de que será testada em materiais realistas para avaliar o quão bem adere às superfícies e se tem as propriedades certas para substituir as tintas já existentes.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 988 de 4 de Novembro de 2020. 

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Autoria:Expresso das Ilhas,8 nov 2020 11:07

Editado porSheilla Ribeiro  em  9 nov 2020 9:33

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