Mapa do genoma de coronavírus dá pistas sobre mutações no SARS-CoV-2

PorExpresso das Ilhas,23 mai 2021 9:32

Uma equipa do MIT determinou o conjunto de genes codificadores de proteínas do SARS-CoV-2 e analisou a probabilidade de novas mutações ajudarem este coronavírus a adaptar-se aos humanos.

Investigadores do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, elaboraram um mapa anotado do genoma do coronavírus SARS-CoV-2 que permite identificar mutações genéticas com potencialidade de tornar o vírus mais infeccioso.

O estudo, publicado agora na revista científica Nature Communications, foi desenvolvido a partir de técnicas computacionais, com as quais a equipa do MIT comparou o genoma do SARS-CoV-2, que causa a covid-19, com o genoma de outros coronavírus semelhantes, como o SARS-CoV (que causa a síndrome respiratória aguda grave).

Em termos latos, o genoma define-se por toda a informação genética dada por um conjunto de genes formados por sequências de moléculas de ADN ou ARN e que codificam determinadas proteínas.

Para este trabalho, de acordo com a Lusa, os investigadores do MIT determinaram o conjunto de genes codificadores de proteínas do SARS-CoV-2 e analisaram a probabilidade de novas mutações (alterações no material genético) ajudarem este coronavírus a adaptar-se aos humanos e a tornar-se mais contagioso ou escapar ao sistema imunitário.

A equipa confirmou seis genes codificadores de proteínas no genoma do SARS-CoV-2, além dos cinco comuns para os coronavírus, mas descobriu que outros supostos genes, afinal, não codificam nenhuma proteína. O estudo, conforme a mesma fonte, analisou também mais de 1800 mutações genéticas que surgiram no SARS-CoV-2 desde que foi identificado pela primeira vez. Para cada gene, os cientistas compararam a rapidez com que evoluiu no passado e desde o início da pandemia da covid-19.

Segundo a equipa do MIT que elaborou o estudo, os dados recolhidos podem ajudar outros cientistas a centrarem a sua atenção nas mutações genéticas do coronavírus que parecem ter efeitos significativos na sua capacidade infecciosa.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1016 de 19 de Maio de 2021.

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Autoria:Expresso das Ilhas,23 mai 2021 9:32

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  24 mai 2021 11:38

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