“Espero crescer nesta dinâmica. Nós, [o] grupo, tem crescido e a visão que temos na área tecnológica é de crescimento e esperemos que rapidamente ultrapassemos os 30 colaboradores, anualmente”, afirmou António Costa, responsável da operação da Bravantic em Cabo Verde, onde já emprega 12 pessoas.
O grupo, de capital exclusivamente português e que opera ainda no Brasil, Angola Moçambique e Emiratos Árabes Unidos, assinou esta terça-feira na Praia, um protocolo para recrutar jovens formados na academia da estatal NOSi (Núcleo Operacional da Sociedade de Informação).
“Com este protocolo asseguramos a capacidade e o talento de Cabo Verde e destes jovens, ao integrarem as nossas equipas, especialmente em desenvolvimento. Estamos a prever que ainda este ano aumentemos esta primeira leva em cerca de 30 pessoas, noutras áreas também do grupo Bravantic, desde a parte da infra-estrutura, a parte do desenvolvimento, a parte de 'networking'. Temos unidades específicas de saúde, de educação e é essa a nossa ambição: crescer”, disse ainda António Costa em declarações após a assinatura deste acordo.
Criado em 1996, o grupo assegura soluções tecnológicas a empresas, contando com mais de 800 clientes apoiados por centros como o que está a ser implementado pela Bravantic em Cabo Verde.
“Queremos aproveitar este talento cabo-verdiano, mantê-lo em Cabo Verde a trabalhar para os nossos clientes”, acrescentou.
Para o presidente do conselho de administração da NOSi, Carlos Pina, este entendimento com a Bravantic enquadra-se na “nova estratégia do país, em termos da promoção da empregabilidade qualificada”. Também na própria reestruturação da NOSi, que em articulação com as universidades locais está a “atrair e capacitar talentos”, para receberem formação e fornecerem depois serviços digitais “a partir de Cabo Verde”.
“Enquadra naquilo que é a estratégia de transformar Cabo Verde num ‘hub’ tecnológico e de inovação no Atlântico norte”, sublinhou o presidente da sociedade que tem a missão de liderar a transformação digital no sector público cabo-verdiano, além de disponibilizar os mais avançados serviços tecnológicos no país.
“Cabo Verde tem condições, para nós, essenciais. A proximidade com a Europa é fantástica, a estabilidade política, a facilidade com que nós cativamos e motivamos as pessoas, é muita boa. O povo cabo-verdiano é um povo excelente, motivado. Estes jovens são supermotivados, precisam é de uma oportunidade e nós estamos cá a dar essa oportunidade”, justificou, por seu turno, o responsável da Bravantic.
A localização e a conectividade do arquipélago também pesaram nesta decisão, acrescentou António Costa: “Cabo Verde neste momento está ligado ao mundo inteiro com os circuitos de fibra óptica, quer para a América latina, quer para a Europa, bem como os cabos submarinos que ligam a África, e isto permite-nos dar suporte a todos os nossos clientes que estão espelhados por estas geografias”.