Partiu Charles Bradley – um dos maiores nomes da actual “Soul-music”.
Descoberto nas ruas, juntou-se a enorme Detone Records, e a partir daí, a sua rouca e poderosa voz conquistou o mundo.
Fundada por Gabriel Roth e Neal Sugarman a editora de Brooklin divulgou os sons do soul, do Funky e de algum Gospel… como objectivo: uma “label” independente, para dar voz aos nomes da música negra que por princípio, não se enquadravam nas multinacionais. De forma natural e espontânea foram se reagrupando em torno desta “label”, tendo hoje lugar destacado no universo das editoras da música negra, com nomes que já atingem lugares cimeiros dos tops internacionais como Sharon Jones, Antiballas, Budos Band e o próprio Charles Bradley.
Alguém considerou-a “a Motown dos nossos tempos”. De certa forma, feliz a comparação!
Na base da editora o grupo Dap-Kings, banda suporte de uma das estrelas da companhia – Sharon Jones e também de Bradley que como muitos, apaixonou-se pelo Soul, por “culpa” de James Brown. Esperou anos até ser descoberto. Sabia que ia lá chegar…e chegou, primeiro com os seus imparáveis espectáculos ao vivo.
Apenas em 2011, gravou o seu primeiro êxito “No Time for Dreaming” e conquistou de imediato o mundo. Seguiram-se “Victim of Love” e “Changes”.
Curta mas intensa, fica a discografia de Bradley para todo o sempre.
Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 826 de 27 de Setembro de 2017.
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